Polícia Civil prende oficial de justiça por crime de concussão

Um oficial de Justiça acusado de exigir vantagens indevidas foi preso pela Polícia Judiciária Civil, por meio Delegacia Especializada de Crimes Fazendários e Contra Administração Pública (Defaz), na manhã desta quarta-feira (05.06), em Cuiabá. O servidor publico, F.R.S. de 62 anos, foi autuado em flagrante pelo crime de concussão.

As diligências iniciaram após a Polícia Civil ser acionada para apurar denúncia sobre um oficial de justiça, o qual estava solicitando certa quantia em dinheiro para não dar andamento em uma ação judicial de penhora de bens.

A vítima procurou a Defaz para relatar que reside em um apartamento no bairro Aráes e está com taxas de condomínio atrasadas. Para pagar a dívida, a moradora efetuou o pagamento de parte do valor em atraso, bem como fez acordo para quitação da dívida com o condomínio.

Durante a negociação, a vítima foi procurada pelo oficial de Justiça, afirmando estar em posse de um mandado de execução referente a cobrança das taxas de condomínio, e tal ação de execução estava na fase de penhora e que os bens da vítima poderiam ser confiscados.

O oficial de justiça disse a vítima que se fosse feito o pagamento de R$ 2 mil, ele não daria andamento na ação e constaria nos autos que não teria encontrado bens que pudessem ser penhorados. Em seguida, a vítima informou que não tinha o valor solicitado, momento em que o oficial disse que faria por R$ 500.

Diante do fatos, na manhã desta quarta-feira (05) o suspeito foi até o estabelecimento comercial da vítima, onde foi surpreendido pelos policiais civis, no momento em que recebia a quantia indevida de R$ 500 em espécie.

Após o flagrante, F.R.S. foi levado à Defaz onde foi ouvido pelo delegado Sylvio do Vale Ferreira Junior, e autuado pelo crime de concussão. Depois da confecção dos autos, o conduzido será apresentado para audiência de custódia.

A Polícia Civil orienta todo cidadão que for vítima de solicitação ou exigência de vantagens indevidas por parte de algum servidor público, que procure a Delegacia Fazendária para fazer a denúncia.

INFORMES PUBLICITÁRIOS