Direitos dos animais: "incêndio no Pantanal consome vidas", alerta advogada

As vidas animais devastadas até agora são incontáveis. São mais de três meses de incêndio no Pantanal, a maior planície alagável do mundo. De janeiro até agora o bioma já registrou 19.140 mil focos de calor, segundo registra o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE).

Em meio a este contexto, operadores do Direito e acadêmicos debatem temas de suma relevância no 7º Congresso Mundial de Bioética e Direito Animal. O evento está sendo realizado virtualmente e tem como anfitriã a Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), que é uma das organizadoras do congresso, em conjunto com outras instituições nacionais e internacionais.

Na cerimônia de abertura na manhã desta terça-feira (6), a presidente da Comissão dos Direitos dos Animais da Ordem dos Advogados do Brasil – Seccional Mato Grosso (OAB-MT), Glaucia Amaral aproveitou para reforçar um alerta internacional: “o incêndio florestal no Pantanal está consumindo milhares de vidas”.

Defensora da causa animal, Glaucia avalia que a discussão da bioética e dos direitos animais nunca foi tão necessária, e que os operadores do direito precisam estar atentos a toda intervenção humana que afronta o princípio fundamental que garante um meio ambiente ecologicamente equilibrado.

“Todo esforço que estamos fazendo, seja no campo acadêmico, político ou social tem um único objetivo: salvar vidas e garantir-lhes dignidade”, diz a advogada pública que está engajada nas ações de resgate e auxílio aos animais vítimas do incêndio no Pantanal.

Esta é a primeira vez que a Comissão dos Direitos Animais da OAB-MT participa de um evento internacional. Além dos painéis e palestras sobre direitos dos animais e bioética, o congresso tem como tema: “Justiça Ecológica e Solidariedade Interespécies”, temática considerada de suma relevância em meio às ameaças contras as espécies animais que estão sendo devastadas, inclusive com algumas podendo voltar à lista de extinção como é o caso das Araras-Azuis, e que tem como habitat o Pantanal.

A programação segue até sexta-feira (10) com extensa agenda de painéis e palestras em torno dos direitos dos animais. O evento é uma realização da UFMT junto com Instituto Abolicionista Animal (IAA), Associação Latinoamericana de Direito Animal (ALDA), Universidade Católica do Salvador (UCSAL) e Universidade Federal da Bahia (UFBA).
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