Plástica com segurança

 O Brasil continua entre os países que lideram em número de cirurgias plásticas, por aqui a Lipo em suas diferentes modalidades é o procedimento mais requisitado.

A busca pelo corpo perfeito, no entanto, ganha holofotes por dois aspectos, na maioria esmagadora por celebridades e personalidades que após o procedimento exibem como um troféu a nova silhueta, afinal se traduz na elevação da autoestima, da felicidade e plena aceitação de si.

Ou seja, são pessoas semelhantes aos diamantes, eram belas ao seu modo, mas passaram por lapidação, e se sentem mais valiosas e plenas. Para a medicina a cirurgia plástica se converte em muitos aspectos, claro trazer a beleza onde ela já estava, ou muitas vezes é o resgate também de intempéries da vida, para aqueles que sofreram mudanças bruscas, por acidentes, doenças, distúrbios alimentares, e afins. Neste universo de possibilidades e realizações a palavra de ordem é a segurança, esse é o segundo item de destaque.

Esta busca tem ponto de partida, no consultório, o planejamento é essencial para garantir a excelência no resultado; beleza com zero complicação. A classe de cirurgiões que preza por resultados brilhantes  incute no paciente um fator determinante, não  é prudente optar por excessos de procedimentos em uma única cirurgia.

As chances de complicações diminuem quando o procedimento é mais rápido e com menos intervenções, por exemplo, fazer uma lipoaspiração juntamente com abdominoplastia e até lipoenxertia tem margem de segurança, porém se a paciente fizer esses três procedimentos e exigir um quarto como mamoplastia, ou mais algum outro item o nível de segurança acende um alerta, o mesmo ocorre com procedimentos desnecessários ou exagerados, pode ocorrer o desejo por uma lipoescultura por paciente magro demais, neste caso a perfuração de um órgão pode ser um fator de risco.

Quando um cirurgião orienta o paciente a  repensar o número de procedimentos em uma única cirurgia é exatamente  o fator segurança que o profissional está prezando, desejamos trazer vida em abundância, e para tanto orientar, planejar e até negar a vontade de um paciente é dever de um profissional. 

Um  comportamento de  total aceitação em diminuir o número de procedimentos  nem sempre é de imediata compreensão de todos os pacientes, mas uma boa explanação no consultório quanto aos riscos e os motivos podem sensibilizar, afinal  esta postura é protetiva e ética.  

Esta recomendação ganha mais atenção em um momento estético de transformação com segurança, pois são desejos do cirurgião e do paciente alcançar a plenitude no resultado, e para tanto esta é uma responsabilidade compartilhada entre ambos. O sucesso depende de escolhas, e elas têm início a partir da primeira consulta e não apenas no centro cirúrgico.

E claro que as recomendações básicas jamais podem ser descartadas, cabem aos pacientes sempre recorrerem a profissionais devidamente qualificados. Gosto de orientar e deixar claro que é mandamento fazer a busca correta pelo profissional;  entre eles é  recomendado que o cirurgião  tenha especialização em cirurgia plástica,  e ainda que esteja ligado à Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (SBCP). Importante também verificar se o cirurgião é credenciado nos principais e mais equipados hospitais da cidade, mesmo que tenha a própria clínica e centro cirúrgico, certificar também se o cirurgião é especialista na área do corpo que se deseja modificar vale para redobrar a confiança e segurança.

O procedimento com segurança é possível, eu diria até que é indiscutível. E tal realidade é vista diante do comportamento e planejamento do cirurgião, e o paciente tem este termômetro ao perceber se o profissional oferece elucidações acerca de todos os questionamentos que os pacientes devem fazer.

Ou seja, é dever do profissional e direito do paciente falar sobre tratamento pré-operatório e pós-operatório,  riscos, cicatrizes, custos e todo o universo que envolve o procedimento. Assim nossa missão sempre será executada com louvor, juntamente com seu real propósito; elevar a vida.  

Dr. Eduardo Sauter, cirurgião, membro da Sociedade de Cirurgia Plástica



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