Dia Internacional de Combate ao Câncer Infantil: Reconhecer sintomas de tumores infantojuvenil pode salvar a vidas

A pandemia do COVID-19 afastou as famílias dos consultórios médicos e dificultou o diagnóstico precoce dos cânceres

O Instituto Nacional de Câncer (INCA) estimou, para o triênio de 2020 a 2022, mais de oito mil novos casos de cânceres infantojuvenil, por ano, no Brasil. Próximo ao Dia Internacional de Combate ao Câncer Infantil, lembrado no dia 15 de fevereiro, se faz necessário relembrar e falar sobre formas de identificar os sintomas e sinais de tumores na infância, uma vez que a pandemia da COVID-19 dificultou o diagnóstico precoce e afastou as famílias dos consultórios médicos.

O diagnóstico precoce é de suma importância para a recuperação do paciente. Pacientes tratados em centros de referências de Câncer Pediátrico têm melhores resultados. “No Sistema Único de Saúde (SUS), o início do tratamento leva em média 270 dias para adultos, mas câncer em crianças é, geralmente, uma emergência, e o início do tratamento tem que ser imediato”, afirma o Dr Cláudio Galvão – presidente da Sociedade Brasileira de Oncologia Pediátrica (SOBOPE).

Um exemplo é o hospital Santa Marcelina de São Paulo (Itaquera), que oferece atendimento ao Sistema Único de Saúde, convênios e particulares, e é apoiado pela Tucca (Associação para Crianças e Adolescentes com Câncer), houve uma queda de 70% na taxa de ocupação do serviço de oncologia pediátrica entre janeiro e março de 2020. Os dados foram divulgados pela instituição e publicados pela Folha de S. Paulo.

É provável que quando os dados sobre diagnósticos de cânceres infatojuvenil de 2020 sejam computados e divulgados tenha um déficit nos números esperados, para São Paulo, por exemplo, o previsto era 2.110 casos. Contudo, infelizmente, isso não será necessariamente uma coisa boa, já que os hospitais lotados e profissionais voltados para o atendimento de pacientes com o Coronavírus, afastou as famílias dos consultórios médicos.

Ainda segundo o INCA, os cânceres com maior incidência nas crianças são a Leucemia e os tumores do Sistema Nervoso Central. É considerada população infantojuvenil: jovens, crianças e bebês, de 0 a 19 anos. Entre os principais sintomas que podem ser observados estão:

Palidez e manchas roxas
Caroços e inchaços
Perda de peso inexplicável
Dor de cabeça constante
Náuseas e vômitos
Problemas de equilíbrio, visão turva
Sonolência e convulsão
Dor nos ossos
“Caso observe mudanças sem motivos aparentes ou que sejam persistentes, é necessário consultar um especialista para descartar todas as possibilidades e garantir o melhor tratamento para esses jovens”, orienta o Dr. Claudio Galvão.

 

Sobre a SOBOPE

Fundada em 1981, a SOBOPE tem como objetivo disseminar o conhecimento referente ao câncer infanto-juvenil e seu tratamento para todas as regiões do país e uniformizar métodos de diagnóstico e tratamento. Atua no desenvolvimento e divulgação de protocolos terapêuticos e na representação dos oncologistas pediátricos brasileiros junto aos órgãos governamentais. Promove o ensino da oncologia pediátrica, visando à divulgação e troca de conhecimento científico da área em âmbito multiprofissional. 



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