Equidade de gênero é essencial para acabar com assédio no trabalho

Após perda temporária do mandato, por 119 dias, a decisão sobre a punição ao deputado estadual Fernando Cury (Cidadania) no caso de assédio contra a colega Isa Penna (PSOL) que aconteceu em dezembro de 2020, no Plenário da Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp), pode chegar a um desfecho nesta quinta-feira (1º), durante sessão extraordinária na Casa.

 

Infelizmente, Isa Penna não foi a primeira - e não será a última - mulher a sofrer assédio em seu ambiente de trabalho. O crime de importunação sexual, que prevê de um a cinco anos de reclusão, não acontece somente na política, mas também no meio corporativo. As mulheres representam menor número no mercado de trabalho, mas são a maioria das vítimas de violência e assédio nas empresas, segundo pesquisa do Instituto Patrícia Galvão.

 

O local de trabalho, infelizmente, reproduz o que elas vivenciam diariamente na sociedade: diversas situações de violência e preconceito que acontecem, simplesmente, pelo fato de elas serem mulheres.

 

Para comentar sobre o assunto sugerimos Flávia Mello (perfil completo abaixo), feminista e especialista no debate da equidade de gênero no mercado de trabalho. O fato da grande maioria das mulheres enxergarem seus ofícios como um elemento de construção fundamental em suas identidades faz com que elas acabem suportando muitas situações de abuso e assédio.

 

"Sabemos que esse é um problema no Brasil, mas nem sempre analisamos a dimensão disso. O assédio - seja moral, psicológico, verbal ou sexual - é muito mais comum nos ambientes do que pensamos, e levam muitas mulheres a pedirem demissão. Além de ter impacto direto no emocional (como depressão e transtorno de estresse pós-traumático) e na condição financeira, as consequências de sofrer qualquer tipo de assédio no trabalho incluem: menos oportunidades de desenvolvimento de carreira, menos opções de emprego e, na maior parte das vezes, abandono do mercado de trabalho", diz.

 

Flávia Mello

Com mais de 10 anos de experiência nas áreas de vendas e publicidade, Flávia trabalhou em empresas como Uber e Facebook, além de grandes agências de digital. É investidora e mentora de empresas fundadas por mulheres que estejam desenvolvendo soluções para equidade de gênero, entre elas: SafeSpace, Oya, HerMoney, Todas e The Feminist Tea. Apresentou por um ano o podcast Familia Feminista, disponível nas principais plataformas de streaming.

 

 



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