Sexta-feira, 22 de Novembro de 2019
NOTA CUIABANA

VariedadesEntidade busca trocar saberes astronômicos com índios de MT

Postado 5 anos atrás Fonte: Adriana Nascimento

A etnoastronomia indígena em Mato Grosso existe e resiste e pode ganhar uma parceria importante para difundir e preservar seu conhecimento para as futuras gerações e para a sociedade mato-grossense. Trata-se da que está sendo proposta pela Associação Mato-grossense Amigos das Estrelas (Amae) para lideranças indígenas e UFMT a fim de implementar o projeto “Troca de Saberes Transculturais Referentes à Astronomia”. O primeiro, de uma série de encontros para acertar os detalhes do projeto e sua consolidação, ocorreu no último dia 6, entre o presidente da Amae, Carlos Wagner Ribeiro, e a professora de Letras e mestranda em Educação na UFMT, além de articuladora no projeto ‘Territórios Criativos Indígenas’, Severiá Idiorie. Ribeiro explica que a proposta da Amae visa intercambiar experiências entre indígenas e não índios sobre a percepção do universo a fim de elaborar divulgação do resultado desse fato e, concomitantemente, enriquecer a cultura de ambos a respeito de como o homem, em geral, se insere nesse universo esteja em qual contexto estiver. A Amae espera, ainda, com esta interação, juntamente com a Associação Mato-grossense de Pesquisas Ufológicas e Psíquicas (AMPUP), focada em pesquisas no campo ufológico e que está interessada em ser parceira também na pesquisa, colaborar com o projeto piloto de recepção indígena da UFMT que visa testar novo método de visitação às aldeias para que as pessoas não só levem como também tragam experiências dos locais indígenas visitados. Para ampliar o conhecimento astronômico em Mato Grosso, conforme é a meta da Amae, a entidade, segundo explica Ribeiro, não poderia deixar de compreender o que os povos indígenas de Mato Grosso conhecem de astronomia e trocar saberes de sua etnoastronomia ou contribuir para a construção escrita dessa, caso esteja em forma oral e seja do interesse desses povos. Na prática, a entidade vai levar telescópio à aldeia para que a etnia-foco possa observar a Lua e ver crateras meteóricas para expandir a popularização astronômica e colocar em prática a democratização da Astronomia em Mato Grosso. Em contrapartida, vai receber informações sobre como os indígenas se relacionam com os astros.

A Entidade - A Amae é uma instituição sem fins lucrativos, laica e apartidária, fundada em 2004 que tem como objetivo divulgar, promover e popularizar o conhecimento da ciência astronômica de uma maneira que o público leigo possa compreender este fascinante universo. Atualmente tem como suas frentes de trabalho voltadas para as áreas Científica, Educacional, Política e Social. Dentre seus trabalhos desenvolvidos estão: Inclusão do Brasil no projeto ESO, maior telescópio do mundo; monitoramento de meteoros com estação BRAMON; Planetário Móvel Via Láctea nas escolas; Estudo para inserção da Astronomia no currículo escolar do Estado; Fomento à criação do primeiro Observatório de Mato Grosso e eventos de observação celeste nas praças em datas propícias a esse fato a fim de popularizar a astronomia.

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