Segunda-feira, 13 de Julho de 2020
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EsporteParado desde março, tênis quer retomar atividades e faz manifestação em frente da prefeitura de Cuiabá

Postado 4 semanas atrás Fonte: JUNIOR MARTINS

“Estamos pedindo socorro! Precisamos voltar ao trabalho para sustentar nossas famílias”, comenta professor de tênis em manifestação em frente do Palácio Alencastro

Professores, pais, tenistas e representantes de entidades do tênis fizeram uma manifestação, nesta quinta-feira (18.06), em frente ao Palácio Alencastro, onde fica a Prefeitura de Cuiabá, com o objetivo de solicitar a reabertura das quadras de tênis e de beach tennis na capital. Visto que o retorno está fundamentado em instruções internacionais baseadas na ciência e com risco mínimo de contágio.

Conforme documento elaborado pela Confederação Brasileira de Tênis (CBT), com base nas instruções da Organização Mundial da Saúde (OMS) e com anuência da Comissão de Medicina e Ciência do Esporte da International Tennis Federation (ITF), nomeado “Protocolo de Retorno à Prática do Tênis no Brasil”, escrito com o objetivo de definir regras e padrões à volta do tênis, uma vantagem do tênis é que pode ser praticado respeitando-se o ‘Distanciamento Social’.

“Diversas unidades federativas e cidades brasileiras já abriram as academias. Como, mais recentemente, Mato Grosso do Sul autorizou a reabertura das academias e já estão ocorrendo as aulas de tênis. O tênis é um esporte individual sem contato físico. Portanto, nesse sentido, acredito que é importante a liberação desse esporte para ser praticado por todas as idades”, apoia o presidente do Conselho Regional de Educação Física de Mato Grosso (Cref), Carlos Eilert.

Contexto MT

Segundo o presidente da Federação Mato-grossense de Tênis (FMTT), Rivaldo Barbosa, a entidade possuía, no início do corrente ano, um calendário com previsão de 18 torneios do Circuito Estadual de Tênis 2020, chegou a promover o primeiro deles, mas, após orientações do poder público sobre a pandemia, encerrou as ações na 1ª quinzena de março e, desde então, não fomentou mais nenhum evento. Assim, dessa forma, seis torneios já deixaram de ser feitos.

“Solicitamos a reabertura das quadras com base em: comprovação científica de que esportes e atividades físicas auxiliam na imunidade e saúde mental; que o tênis é de baixo risco de contaminação; que os professores de tênis dependem exclusivamente de dar aulas para sua subsistência; e que possuímos protocolos com base nas instruções da OMS para o funcionamento com risco mínimo; entre outros argumentos”, avalia o presidente da FMTT, Rivaldo Barbosa.

Assim como a FMTT, seguindo as orientações do poder público, academias e clubes também encerraram as atividades, fecharam as portas e pararam de fomentar o tênis. E, depois de 90 dias de lockdown do setor, que afetou a qualidade de vida de cerca de 5 mil tenistas em MT e prejudicou os trabalhadores do setor, surge a necessidade de retomada para restabelecimento da saúde física e mental dos atletas e também da saúde financeira das famílias de trabalhadores.

“Como pai, penso que nossos filhos já estão privados das escolas e já sofreram demais trancados em casa. Eles precisam das atividades físicas para manterem sua saúde física e mental para enfrentar a pandemia do coronavirus. Além disso, há incoerência nas decisões do poder público, que abre shoppings, transporte público e bares, entre outros, que fomentam aglomerações, mas não autorizam a abertura de academias de tênis, que possuem protocolos com base na ciência e geram risco mínimo de contágio”, pondera o tenista e pai, Harrison Ribeiro.

Manifestação

Passando por dificuldades financeiras e preocupados com a manutenção da vida de suas famílias, os professores de tênis foram os responsáveis por organizar a manifestação promovida, nesta quinta-feira (18.06), em frente da Prefeitura de Cuiabá, visando gerar empatia e consciência nas autoridades públicas. E eles reuniram cerca de 20 representantes, entre professores, atletas, pais e gestores, e se apresentaram com cartazes e com equipamentos esportivos da modalidade.

“Nós, os professores de tênis, na grande maioria, somos profissionais liberais ou autônomos. Isso significa que trabalhamos para nós mesmos e não possuímos um empregador ou carteira assinada. Então dependemos exclusivamente do nosso trabalho de dar aulas. E, como já foram 90 dias de fechamento, nós estamos numa situação de extrema fragilidade e passando por dificuldades, até mesmo de alimentar nossas famílias. Por isso, precisamos voltar a trabalhar e o tênis permite fazer isso com segurança”, expõe o professor da Tennis Company, Livas Tarcílio Damázio preocupado com contas de luz, água, mercado e etc.

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