Quinta-feira, 02 de Abril de 2020
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ArtigosViagra Feminino uma Revolução Social

Postado 5 anos atrás Fonte: Maria Augusta Ribeiro

Recentemente o primeiro medicamento para aumentar a libido das mulheres foi aprovado pela FDA (FoodandDrugAdministration), o que é uma revolução em muitos sentidos. Não apenas pelo medicamento, mas pela possibilidade de levar cura a distúrbios sexuais onde em outros tempos as mulheres se quer mencionavam sua existência por pudor. A ideia que deve ter passado na cabeça de muitos de tomar um Viagra e dar outra pílula para a sua companhia e ter uma noite de sexo estratosférico não é a realidade. A versão feminina do Viagra rosa chega ao mercado americano sob forte ideia de revolução sexual. Mas o que precisamos saber é que a droga não funciona como a masculina que você toma e aumenta o fluxo sanguíneo na região genital pouco antes do sexo. O principio ativo do Viagra feminino o Flibaserin, age no sistema nervoso central da mulher. Por isso deve ser tomado diariamente e não somente antes da relação sexual. Com o nome comercial de Addyi é direcionado para quem sofre de distúrbio de desejo sexual hipoativo . Os efeitos colaterais da nova droga incluem náuseas, sonolência e ate desmaios. Porem a preocupação do laboratório é a ingestão de álcool junto com medicamento o que pode causar sedação. O que de fato fez a pílula cor de rosa foi estimular uma revolução social, incentivando o debate sobre a igualdade de gênero , o acesso a saúde feminina e ate mesmo o poder de escolha da mulher em ter ou não prazer sexual. Frequentemente quando observamos uma mulher mal humorada a primeira referencia que fazemos é Ah! Ela deve ser mal amada. E por isso acredito que uma pílula que pode mudar a vida de alguém pode ser sim ferramenta de transformação social. Vale a pena refletir não acham?

Maria Augusta Ribeiro escreve para o Belicosa.com.br é Coordenadora de Comunicação da BPW América Latina

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