Cuiabá tem cesta básica mais cara da região, mesmo apresentando queda mensal,

Apesar de uma pequena queda sobre o valor mensal da cesta básica em Cuiabá, na passagem de junho para julho – 0,14% - o conjunto de alimentos tidos como básicos para uma família de quatro pessoas por 30 dias, fechou o mês com o maior valor médio entre as capitais do Centro-Oeste ao totalizar R$ 604,44.

O cuiabano segue despendendo mais da metade do valor do salário mínimo bruto, R$ 1.100, para aquisição da cesta básica. Em julho foram necessários mais de 54% do piso nacional.

Mesclando dados apurados pelo Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea) e pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), o DIÁRIO analisa o comportamento dos preços. Em julho, as médias das capitais vizinhas ficaram em R$ 588,84 em Campo Grande, o segundo maior valor da região depois de Cuiabá, seguido por Brasília, R$ 582,35 e Goiânia, R$ 562,13, conforme a pesquisa nacional do Dieese.

Considerando o ranking das 17 capitais monitoradas pelo Departamento em todo País, Cuiabá segue na sétima posição, entre as mais caras do período analisado. Em julho, os alimentos mais caros foram registrados, pela ordem, em: Porto Alegre R$ 656,92, Florianópolis R$ 654,43, São Paulo R$ 640,51, Rio de Janeiro R$ 621,34, Curitiba R$ 619,83 e Vitória R$ 612,45.

Desde janeiro de 2016, o Diesse suspendeu a Pesquisa Nacional da Cesta Básica de Alimentos na capital mato-grossense, avaliação mensal que vem sendo realizada pelo Imea.

O Imea alterou a forma de divulgação dos preços da cesta básica e por isso não é possível saber quais alimentos contribuíram para o avanço anual do preço, e tão pouco o que aliviou o orçamento doméstico na passagem de maio para junho.

Com relação aos valores apontados para a cesta cuiabana, há avanço anual de 15,48% na comparação entre as médias de julho de 2020, R$ 523,03 e julho deste ano, R$ 604,44. Em junho o preço apurado pelo Imea foi de R$ 605,28.

NO PAÍS - Em julho, o custo médio da cesta básica de alimentos aumentou em 15 cidades e diminuiu em duas, de acordo com a Pesquisa Nacional da Cesta Básica de Alimentos, do Dieese. As maiores altas foram registradas em Fortaleza (3,92%), Campo Grande (3,89%), Aracaju (3,71%), Belo Horizonte (3,29%) e Salvador (3,27%). As capitais que tiveram queda foram João Pessoa (-0,70%) e Brasília (-0,45%).

Ao comparar julho de 2020 a julho de 2021, o preço do conjunto de alimentos básicos subiu em todas as capitais que fazem parte do levantamento. Os percentuais oscilaram entre 11,81%, em Recife, e 29,42%, em Brasília.

Nos primeiros sete meses de 2021, 14 capitais acumularam altas, com taxas entre 0,04%, no Rio de Janeiro, e 14,71%, em Curitiba. As reduções foram observadas em Belo Horizonte (-3,35%), Brasília (-1,60%) e Goiânia (-0,30%).

Com base na cesta mais cara que, em julho, foi a de Porto Alegre, o Dieese estima que o salário mínimo necessário deveria ser equivalente a R$ 5.518,79, valor que corresponde a 5,02 vezes o piso nacional vigente, de R$ 1.100,00. O cálculo é feito levando em consideração uma família de quatro pessoas, com dois adultos e duas crianças. Em junho, o valor do mínimo necessário deveria ter sido de R$ 5.421,84, ou 4,93 vezes o piso em vigor.

O tempo médio necessário para adquirir os produtos da cesta, em julho, ficou em 113 horas e 19 minutos (média entre as 17 capitais), maior do que em junho, quando foi de 111 horas e 30 minutos.

Quando se compara o custo da cesta com o salário mínimo líquido, ou seja, após o desconto referente à Previdência Social (7,5%), verifica-se que o trabalhador remunerado pelo piso nacional comprometeu, em julho, 55,68% (média entre as 17 capitais) do salário mínimo líquido para comprar os alimentos básicos para uma pessoa adulta. Em junho, o percentual foi de 54,79%.



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