Mauro reduziu despesas em R$ 1,03 bi em 2019, mas ainda tem contas a pagar de gestões passadas
O Governo de Mato Grosso conseguiu reduzir R$ 1,03 bilhão das despesas no ano de 2019, confrome o Relatório Técnico Conclusivo das Contas do ano passado, elaborado por auditores da Controladoria Geral do Estado. Ele inclusive reduziu significativa dos restos a pagar, contudo ainda resta um estoque das dívidas deixadas em gestões anteriores. Dos anos de 2017 e 2018 que estão com saldo devedor em aberto. “Em comparação com o exercício de 2018, a diferença foi de R$ 680,9 milhões, ou seja, queda de 28,7%”, afirmou a CGE.
Segundo ele seu governo teve que trabalhar dobrado para por as coisas em dia, e que os fornecedores estão todos em dia recebendo mensalmente. "Eu não tenho máquina de dinheiro e nem varinha mágica para fabricar dinheiro, mas tivemos que fazer trabalhos dobrados para ajeitar pagamentos atrasados, principalmente de servidores. Os pagamentos mensais de nossa gestão estão em dias. Mas, estamos tentando colocar em dia o que foi usado em 2017 e 2018. Os trabalhos de nossa gestão estão indo bem, mas algumas ordens de pagamentos da outra gestão em com problemas técnicos. Estamos tentando ver como resolver isso, que são restos a pagar do governo passado. Mas temos que priorizar o hoje, pois o fornecedor quer receber", comentou Mauro Mendes.
O relatório também constatou que o Estado de Mato Grosso incrementou as receitas primárias em 3% e reduziu as despesas primárias em 7,9%, além de ter cumprido com os repasses definidos em lei para Educação e Saúde e observado as normas para o teto de gastos e o Regime de Recuperação Fiscal.
A CGE também pontuou que as auditorias realizadas pelo órgão geraram mais de R$ 279 milhões de economia em contratos e expectativa de ressarcimento ao Governo do Estado. Também é citado na auditoria que foi possível recuperar mais de R$ 194 milhões com os acordos de leniência firmados com seis empresas que praticaram irregularidades.
O documento será entregue nesta segunda-feira (1º de junho) ao Tribunal de Contas do Estado (TCE-MT) pelo governador Mauro Mendes, juntamente com o controlador-geral do Estado, Emerson Hideki, e os secretários Mauro Carvalho (Casa Civil) e Rogério Gallo (Fazenda).