Sintep avisa que vai aguardar população ser vacinada para voltarem às salas de aula
Ao que parece as aulas presenciais em Mato Grosso não devem começar tão já na rede pública visto que mesmo com a aprovação de projeto de lei, que destina 10% das vacinas contra a covid-19 para profissionais da Educação em Mato Grosso, o Sindicato dos Trabalhadores do Ensino Público (Sintep-MT) declarou que não retomará as aulas, enquanto a população toda não estiver imunizada e as escolas em melhores condições de trabalho.
Em nota pública, o Sintep afirma que os 10% das doses da vacina não vão garantir a cobertura de imunização de imediato e em curto prazo para todos os trabalhadores, nem em tempo hábil para o retorno de aulas presencias de forma segura.
Para o Sintep há risco de contaminação;
"Destacamos ainda que a estrutura física de diversas unidades escolares da rede pública estadual é precária. No início deste ano, o presidente do Sintep-MT, Valdeir Pereira visitou mais de vinte unidades pelo interior do estado e constatou, inclusive fazendo registros fotográficos e em vídeo, que muitas dessas escolas não teriam condições de receber alunos, mesmo se não estivéssemos em uma pandemia (banheiros com pias e sanitários quebrados, teto com vazamentos e infiltrações e por aí vai). Na situação atual em que os protocolos de segurança sanitária e higiene devem ser redobrados, o risco de um retorno presencial é ainda maior."
O Sintep ainda compara a situação do ensino público de Mato Grosso com a da Espanha, onde, para retomar as aulas, o governo ampliou o número de salas de aulas, reduziu a quantidade de estudantes por salas, contratou mais profissionais, implantou um conselho de fiscalização interna nas unidades, com testes regulares, além das medidas de higiene necessárias (álcool gel e máscaras).
"Em Mato Grosso, todos sabem, o governador Mauro Mendes mandou fechar dezenas de escolas no início deste ano, remanejando os alunos dessas unidades que fecharam para outras que já funcionavam com a capacidade máxima. Um retorno presencial nesse momento da pandemia, vai ser o caos instalado nas escolas que além de precárias, agora, estarão ainda mais superlotadas", finaliza a nota.







