Emanuelzinho não comparece à reunião entre governador e bancada federal
Uma ausência ecoou hoje, durante reunião realizada entre o governador Mauro Mendes (DEM) e a bancada federal de Mato Grosso, em Cuiabá. O deputado federal Emauelzinho (PTB) não compareceu ao encontro. O deputado é filho do prefeito de Cuiabá, Emanuel Pinheiro (MDB), declarado desafeto do governador.
Por causa da ausência, a polêmica entre a troca do VLT pelo BRT acabou nem entrando em pauta da reunião, na qual o governador fez uma espécie de prestação de contas sobre investimentos pelo Estado, nos primeiros dois anos de sua gestão. Juarez Costa (MDB) também não esteve presente, mas passou longe de causar polêmica.
O secretário-chefe da Casa Civil, Mauro Carvalho, afirmou que é "idiotice" por parte do prefeito de Cuiabá, Emanuel Pinheiro (MDB), em insistir na implantação do Veículo Leve Sobre Trilhos (VLT). Segundo Mauro, o governo do Estado segue na decisão de implantar o BRT (em português, ônibus rápido no trânsito).
"Na minha opinião, é uma idiotice insistir em um modal que não tem o menor cabimento para a baixada cuiabana. A decisão do BRT já foi tomada, nós estamos trabalhando para isso, um modal de investimento muito mais barato, e o principal, nós vamos prestar o mesmo serviço com o custo muito mais barato para a baixada cuiabana", afirmou, em entrevista à rádio CBN.
O chefe da Casa Civil apontou ainda que o fato da Câmara de Cuiabá ter aprovado o plebiscito não traz segurança jurídica à escolha. Ele destacou ainda que a troca para o BRT já foi aprovada pela Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT).
O prefeito de Cuiabá, Emanuel Pinheiro, afirma que o município não foi ouvido sobre a troca e que o plebiscito é a melhor opção para que a população decida sobre o modal.
“Vamos ser democráticos, vamos ser responsáveis, corretos com a população. Quer mudar? Vamos mudar, mas não sem ouvir a população de Cuiabá e Várzea Grande, ninguém tem essa autoridade e legitimidade. Nem o Estado sozinho, nem Cuiabá sozinha e nem Várzea Grande sozinha. Então vamos ouvir o povo, que é o maior interessado, ele deve dizer se quer VLT ou BRT, e a decisão popular tirada de um plebiscito eu acato”, finalizou.







