Juca diz que eleição de vice-presidente se baseou em regimento da casa
No intuito de combater os ladrões de cargas de grãos, a polícia civil está cumprindo 31 mandados de prisão e de busca e apreensão estão sendo cumpridos pela Polícia Civil desde cedo na Operação Safra que combate uma organização formada por piratas da soja.
Os bandidos roubavam cargas de grãos praticados em Mato Grosso e em outros estados. Os mandados judiciais são cumpridos por equipes da Polícia Civil de Mato Grosso em diversas cidades do interior de São Paulo e Paraná, onde também são efetuadas as apreensões de 12 carretas.
Os mandados estão sendo cumpridos nas cidades paulistas de Assis, Avaré, Conchas, São Miguel Arcanjo, Paraguaçu Paulista, Maracaí e Tarumã; e em Campo Mourão, no Paraná.
A Delegacia de Paranatinga que começou apurando o furto de cargas de soja ocorrido em março deste ano. A partir de outras ocorrências registradas nas cidades de Sorriso e de Ipiranga do Norte, a Gerência de Combate ao Crime Organizado (GCCO) da Polícia Civil de Mato Grosso identificou um esquema criminoso envolvendo uma empresa de transportes, sediada no município de Assis (SP), que vem sendo utilizada para a prática dos crimes.
Durante muitos anos, o proprietário e demais integrantes vinham “desviando” cargas de grãos em Mato Grosso, conforme constam em mais de 40 boletins de ocorrência registrados pelas empresas proprietárias das cargas.
A quadrilha utilizava-se das mais variadas fraudes, aproveitando-se de falhas no sistema de controle das fazendas e das transportadoras contratantes. Depois de praticarem os furtos, voltavam à cidade de Assis levando o “espólio” arrebatado (valores em dinheiro).
Roubo de carga 2
Segundo o delegado de Paranatinga, Hugo Abdon, a operação tem como objetivo colher elementos de informações contra os alvos investigados, assim como interromper as condutas criminosas por parte da organização criminosa, atingir o patrimônio da quadrilha, ressarcir as vítimas dos prejuízos sofridos e, por fim, levar à punição dos associados.
O delegado da GCCO, Vitor Hugo Bruzulato Teixeira destaca que a investigação apura os crimes de organização criminosa, furto qualificado pela fraude e por concurso de pessoas, além de haver indícios da prática de lavagem de dinheiro e sonegação fiscal.
foto reprodução Câmara
Roubo de cargas
Com a continuidade das investigações, a Polícia Civil apurou também que a organização criminosa passou a agir no roubo das cargas, mantendo as vítimas reféns durante a ação, além de utilizarem armas de fogo.
“Ou seja, a quadrilha está também praticando os mais variados crimes, inclusive, usando de violência, com emprego de arma de fogo e zombando do sistema de justiça e do principal sistema produtivo brasileiro, que é o agronegócio”, apontou o delegado Vitor Hugo.
Somente em Paranatinga, os membros da quadrilha furtaram duas cargas de soja de caminhões bitrens causando um prejuízo no montante de R$ 300 mil. Em Ipiranga do Norte, os criminosos desviaram quatro cargas completas de soja avaliadas em aproximadamente R$ 600 mil.
Reprodução
Roubo de carga
Com base no material probatório reunido durante a apuração, a Polícia Civil representou à Justiça de Mato Grosso pelos mandados de prisão e de busca e apreensão contra os alvos da investigação. Também serão apreendidos 12 veículos modelo carretas.
Participam da operação 32 policiais civis das unidades da Delegacia de Paranatinga; Delegacia Regional de Primavera do Leste; GCCO; Gerência de Operações Especiais e Polinter.
Para esclarecer a polêmica sobre a eleição que escolheu um vice-presidente da mesa diretora da Câmara de Cuiabá, o presidente da Câmara de Cuiabá, Juca do Guaraná (MDB), disse se baseou no regimento da casa e está tudo dentro da legalidade.
Juca disse que não acredita que o colega vereador Luiz Fernando (Republicanos) que é o segundo vice-presidente, entre na justiça para tirar o vereador Lilo Pinheiro (PDT) do cargo. “Se achar que foi tolhido o seu direito, pode ingressar com ação”, disse o presidente.
Luiz Fernando diz que como ele é o segundo na ausência do primeiro ele que deveria assumir e não ter eleição.
A votação ocorreu no dia 1º de julho, após o titular do cargo, vereador Renivaldo Nascimento (PSDB) se licenciar por tempo indeterminado para assumir uma vaga como secretário do Meio Ambiente.
DENTRO DA LEGALIDADE
Juca disse que a Procuradoria da Casa foi consultada e apontou que o regimento interno é claro quanto a uma nova eleição após um parlamentar que tenha cargo na Mesa Diretora se licenciar.
foto secom camara







