Justiça inocenta Emanuel e manda investigar acusadores

Após analisar os documentos e fatos, o desembargador Pedro Sakamoto, do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) inocentou o prefeito Emanuel Pinheiro(MDB) e o presidente da Câmara hoje Juca do Guaraná(MDB) acusados pela ex-servidora Elizabete Maria de Almeida, de oferecer dinheiro a vereadores para cassar o mandato de outro vereador à época, seu desafeto político. Elizabete agiu em “conluio” com o então vereador Abílio Brunini, o Abilinho (Podemos), e alegou que teria participado de uma festa na casa do vereador Juca do Guaraná Filho (MDB), atual presidente da Câmara, na qual o prefeito estaria presente acompanhado de uma "amante" e ainda oferecendo dinheiro aos parlamentares para “comprar votos” que garantissem a cassação do mandato de Abílio.

Ela registrou incluive um boletim de ocorrência com falsa comunicação de crime.

As falsas acusações foram feitas publicamente em janeiro de 2020 quando Abilinho era alvo de um pedido de cassação na Câmara Municipal da Capital por quebra de decoro parlamentar. A decisão de Sakamoto foi proferida num inquérito policial instaurado para apuração de crimes de corrupção ativa e passiva imputados ao prefeito Emanuel Pinheiro e aos vereadores da base governista, com base nas acusações infundadas feitas pela então servidora da municipal, que na época era ligada ao Hospital São Benedito. Sem qualquer prova concreta sobre os supostos crimes, o desembargador arquivou o inquérito isentando Emanuel e os parlamentares.

A ex-servidora disse que havia presenciado, entre o fim da noite de 21 de novembro 2019 e início da madrugada do dia 22, “tratativas para o pagamento e efetiva distribuição de propina por parte do prefeito Emanuel Pinheiro, a diversos vereadores do município, a título de influenciar a favor da cassação do mandato do também vereador Abílio Jacques Brunini, por ocasião de uma confraternização realizada naquela data na residência do vereador Lídio Barbosa, conhecido como Juca do Guaraná”.

Após a conclusão das investigações a Polícia Civil que produziu um relatório detalhado, o Ministério Público, através do procurador Domingos Sávio, também se manifestou pelo arquivamento do caso.

O MPE opinou pela remessa do feito ao juízo criminal de primeiro grau de Cuiabá para a devida apuração da conduta de Elizabete.  

 

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