Emanuelzinho acredita em boicote do Estado ao pedido de doses extras de vacinas

O deputado federal Emanuel Pinheiro Neto (PTB), o Emanuelzinho, reforçou a tese de que houve boicote por parte do governo do Estado no pedido de doses extras de vacinas contra a covid-19 realizada em uma articulação sua e do prefeito de Cuiabá, Emanuel Pinheiro (MDB).

O parlamentar destacou que membros do Executivo encaminharam mensagens a ministros do governo Federal contra o pedido, afirmando que havia um impedimento legal pelo Plano Nacional de Imunização (PNI).

"O prefeito Emanuel Pinheiro tem afirmado que houve um boicote, isso houve. Não estou dizendo que [as doses extras] não vieram por causa de boicote, mas houve a tentativa com os próprios ministros mostrando as mensagens, e os representantes do governo do Estado haviam mandado para eles para que não mandassem vacina, porque Cuiabá não poderia receber, por causa do PNI. Quem seria vacinado não seria eu e o prefeito Emanuel, e sim a população cuiabana. Mas são águas passadas", declarou à TV Única.

Emanuelzinho e o prefeito da Capital estiveram em Brasília, no início de junho, articulando a vinda de doses extras de vacinas em compensação à realização da Copa América. Inicialmente, o ministro havia sinalizado a vinda das doses extras, que acabou esbarrando em questões burocráticas do PNI.

Emanuelzinho pontuou ainda que chegou a ver as mensagens, mas que não teria como provar, já que o conteúdo das conversas não foram encaminhadas diretamente para ele. Para o deputado, a impressão que ficou é de que o Executivo estadual chegou a "comemorar" a negativa de doses extras para a Capital.

"Eu não tenho como comprovar, porque se eu faço uma acusação, eu tenho que mostrar as mensagens, que não estão no meu celular. Eu vi as mensagens, o prefeito Emanuel Pinheiro também viu, [falando] que não poderiam vir as vacinas para Cuiabá sem passar no PNI, que o PNI tinha que avaliar isso aí. Quando o ministro anunciou que as vacinas não viriam, a impressão que deu é que o governo do estado estava comemorando, falando que o Emanuelzinho mentiu, que o prefeito mentiu", declarou.

A tese de boicote já foi afirmada também pelo prefeito Emanuel Pinheiro e pelo secretário de Planejamento de Cuiabá, Zito Adrien.

 

 

FOTO: CÂMARA FEDERAL