Geller descarta apoio a Wellington Fagundes

De olho a uma das vagas do Senado em 2022, o deputado federal Neri Geller (PP) afirmou que não escolhe adversário. Com a candidatura ao começando a ganhar corpo, o deputado confirmou que não descarta conversações de futuras composições. Uma das brigas é pelo apoio do governador Mauro Mendes (DEM). E entre aqueles que estão neste embate para estar amparado por Mendes é o senador Wellington Fagundes (PL), que aproxima cada vez mais do governador.

Geller enfatizou que sempre esteve ao lado de Mendes desde o primeiro dia do governo. Também conta o apoio que já conquistou do ex-governador Blairo Maggi e está alinhado com senador Jayme Campos.

“A presença de Wellington mais próximo de Mauro não me atrapalha em nada. Quero ser candidato inclusive com apoio de Mauro. Tenho moral para hoje para pleitear este cargo dentro da estrutura de governo”.

Neri Geller salientou que em um futuro, ele e Fagundes até podem conversar sobre as eleições do ano que vem. “A presença de Wellington ao lado de Mendes não me atrapalha em nada. Estou trabalhando para ter o apoio do governador. Mas não é governador ou o Bolsonaro que vai dizer que eu vou ser candidato ou não”.

Geller salientou que “tem que ter a capacidade de articular” para ter o máximo de apoio. “Respeito Wellington, o trabalho que está fazendo. Mas tenho muito focado e acho que vou alcançar meu objetivo ano que vem”.

Wellington já confirmou que prioriza a candidatura em 2022 e descarta neste momento firmar pré-aliança com Geller. Caso o projeto de candidatura ao Senado não concretize, Geller não confirmou nenhuma aliança com Fagundes.

“Não tem isso, não veto ninguém, mas estou trabalhando por uma candidatura. Não discuto e nem declaro apoio 100% nem para mim, como vou declarar que vou apoiar outro, está fora de cogitação”.

Como Fagundes destacou que Geller pode compor com ele, o deputado federal disse que pode ocorre ao contrário, Fagundes é que possa apoiá-lo. “Não descarto conversar com ninguém, não tenho dificuldade. Pode ele agregar a mim. Se lá na frente sentar à mesa, pode ser tanto de um lado como de outro”, complementa.

 

FOTO: CÂMARA FEDERAL