Alan Porto nega que haverá paralisação de aulas presenciais
Alegando que a Educação é classificada como atividade essencial, de acordo com a Lei Estadual nº 21/2021, o secretário estadual de Educação, Alan Porto, negou nesta quarta-feira (11) que as aulas presenciais irão ser paralisadas após casos de contaminação por Covid-19 em escolas de Mato Grosso.
"Em caso de aumento de infecções, da curva pandêmica, se tiver que aumentar os isolamentos e tiver que decidir pelo fechamento de alguma atividade, na lei, fala que você tem que funcionar presencialmente com até 30%. Se nós tivermos que discutir algum segmento que tem que paralisar, me desculpe, não é a Educação, não é a escola, não é a sala de aula. A educação é prioridade, conforme a lei que foi aprovada pela Assembleia", apontou.
De acordo com o Sindicato dos Trabalhadores do Ensino Público do Estado (Sintep-MT), foram registrados casos de Covid-19 em pelo menos 11 escolas estaduais nos municípios de Várzea Grande, Cuiabá e Colniza. O Sintep foi um dos principais articuladores contra o retorno presencial, alegando que as atividades iriam aumentar a taxa de contaminação pelo vírus.
Alan Porto destacou ainda que o retorno às aulas não pode ser responsabilizado pelo aumento da curva pandêmica no estado, já que outras atividades estão funcionando.
O secretário pontuou ainda que a decisão do governador Mauro Mendes (DEM) levou em consideração que as aulas da rede municipal já havia retornado em outros 27 municípios e pelo menos 24 Estados brasileiros haviam retomado as atividades presenciais.
"Como tem 27 municípios que voltaram, a gente buscou as evidências e pouquíssimos municípios tiveram casos de Covid. A gente falar que isso é esperado, falar onde o professor foi contaminado... às vezes, ele nem foi contaminado no ambiente escolar. Às vezes foi contaminado em um fim de semana no shopping, em um evento. Falar que foi contaminado por conta do retorno às aulas é irresponsabilidade", declarou.
MEDIDAS DE SEGURANÇA - A Seduc afirma que o plano de contingência, elaborado em conjunto com a Secretaria de Estado de Saúde (SES-MT), já foi aplicado em unidades com casos suspeitos ou confirmados de Covid-19.
"A Seduc reforça que os profissionais das escolas foram capacitados para desenvolver as ações e que gestores devem informar e formalizar casos à secretaria, de acordo com formulário disponível", afirma, em nota.
Quando algum aluno ou professor de uma das bolhas contrair o vírus ou estiver em contato com alguém infectado, toda a bolha deve entrar em quarentena (tempo médio de 14 dias) pelo período recomendado nos protocolos vigentes.
As demais turmas (bolhas) deverão manter as atividades presenciais, tomando as precauções de biossegurança já estabelecidas.
FOTO: GOVERNO DE MT







