MP acusa deputado federal de Fake News sobre urnas eletrônicas

O deputado federal José Medeiros (Podemos) está sendo acusado de Fake News por ter usado uma manifestação sobre o voto impresso feito pelo MPE como se tivesse sendo feito um questionamento do funcionamento das urnas eletrônicas.


De acordo com o MP, José Medeiros divulgou uma manifestação do MP, em um procedimento investigatório sobre a eleição realizada em dezembro de 2019, pela Associação Beneficente de Saúde dos Militares de Mato Grosso (Hospital Militar), para afirmar que as urnas não são seguras.


O caso é analisado pelo Tribunal de Justiça (TJMT) e corre em sigilo após denúncias de que boletins de urna falsos teriam fraudado o resultado das eleições. Contudo, o MP reforçou que as urnas não apresentaram problema em seu funcionamento.


"[...] Foram feitas denúncias de que boletins de urna falsos teriam sido produzidos com o objetivo de fraudar o resultado da eleição da entidade, não tendo sido levantada qualquer suspeita de problemas no regular funcionamento da urna eletrônica cedida pela justiça eleitoral e utilizada no referido pleito", diz trecho da nota.


O procurador-geral de Justiça, José Antônio Borges Pereira disse ser contra o voto impresso, afirmando que a medida coloca em dúvidas o sistema eleitoral do país e a democracia, contra a vontade popular.


O órgão destacou ainda que o sistema do voto impresso já gerou casos de fraudes no passado que o parlamentar utilizou da manifestação do MP sobre a eleição do Hospital Militar de forma criminosa.


"De má-fé, o parlamentar mato-grossense falseia a realidade dos fatos, em mais um gesto da sua cruzada pelo retorno do voto impresso, sistema utilizado no passado com ocorrências frequentes de fraudes e manipulação de resultados, o que atentava contra a vontade soberana do eleitor brasileiro de escolher livremente seus representantes. E, mais grave ainda, utilizando criminosamente documento público do MPMT que trata de eleição de uma entidade associativa administradora de uma unidade hospitalar, deixando a entender que se tratava de uma eleição parlamentar ou para cargo executivo", finaliza.

 

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