Nilson Leitão ressurge a tiracolo de Bolsonaro e meio politico desenha novos cenários em MT

O presidente da República, Jair Bolsonaro, declarou, nos últimos dias, que só possui “simpatia” ao nome de José Medeiros (PODE) ao Senado Federal, em Mato Grosso, e “mais ninguém”.

O mandatário nacional explicou que a postura comedida é “pelo Brasil”, já que manifestar preferência eleitoral com tanta antecedência atrapalha o trânsito de suas propostas no Congresso Nacional.

Algumas situações, porém, são simbólicas e começam a passar uma senha de algumas construções que vão ganhando solidez.

Uma delas foi a surpreendente presença do ex-deputado federal, Nilson Leitão (PSDB), hoje sem mandato, no avião presidencial que partiu de Brasília rumo a Cuiabá, nesta quinta (19).

Além de Leitão, vieram no avião com Bolsonaro o seu vice-líder na Câmara Federal, José Medeiros (PODE), o também deputado federal, Nelson Barbudo (PSL), o estadual, Gilberto Cattani (PSL) e o senador Wellington Fagundes (PL).

A situação soou mais do que simbólica na classe política, sobretudo porque, atualmente, Leitão está fora do quadro eletivo e estaria projetando disputar o Palácio Paiaguás.

O atual governador, Mauro Mendes (DEM), por meio do correligionário, Jayme Campos (DEM), atual senador, tem buscado de todas as maneiras uma aproximação com Bolsonaro visando uma parceria para 2020.

A agonia do gestor estadual, que quer a reeleição, ganhou corpo quando o mesmo teve acesso a uma pesquisa de intenção de voto, contratada pelo senador Wellington, com mais de 60% dos mato-grossenses aprovando Bolsonaro.

Mendes tem cercado o presidente, mas possui um histórico de críticas públicas e privadas, que acabaram vazando, desprezando as ações e conduções políticas de Bolsonaro.

O presidente, de maneira diplomática e também pela distância do pleito eleitoral, tem fingido simpatia, mas lembra com muitos detalhes do histórico Mauro em relação a sua pessoa e sua gestão.

O governador de Mato Grosso colocou seu nome em uma carta elaborada por vários governadores, em movimento liderado pelo petista Wellington Dias (PT/PI) e Flávio Dino (PSB e ex-PCdoB), apontando mentiras por parte do presidente.

Outro que também tenta seguir os passos de Bolsonaro é Fagundes, que deve disputar a reeleição como o “senador de Mauro”, mas também pelo histórico de palanques ao lado do PCdoB e sobretudo PT, tanto em 2014 para se eleger senador, como em 2018 quando disputou o Governo de Mato Grosso, não deve ter o “verniz” do presidente.

Leitão, por sua vez, que conviveu com Bolsonaro na Câmara Federal, tem proximidade com Jair e tentará, em 2022, retornar a um cargo eletivo. Caso venha disputar o Governo de Mato Grosso, é mais do que esperada sua saída do PSDB. Um destino provável é o PTB, de Roberto Jefferson, aliado do presidente.

 

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