Estudo de disponibilidade hídrica na Bacia do Alto Rio das Mortes é lançado em Primavera do Leste


Com a parceria da APROFIR e a UFV, com recursos do Ministério do Desenvolvimento Regional, levantamento terá duração de 12 meses

 

Um estudo que verificará a disponibilidade hídrica superficial e subterrânea na Bacia do Alto Rio das Mortes foi lançado em Primavera do Leste, nesta quarta-feira (01), com o objetivo de levantar dados que servirão de parâmetros para o desenvolvimento racional do Polo de Irrigação Sustentável do Sul do Mato Grosso. O evento contou com a participação do governador Mauro Mendes, secretário estadual de Desenvolvimento Econômico, César Miranda, prefeito de Primavera do Leste, Leonardo Bortolin e instituições ligadas ao projeto.

 

O levantamento conta com atores importantes dentro da cadeia da agricultura irrigável, como a Associação dos Produtores de Feijão, Pulses, Grãos Especiais e Irrigantes de Mato Grosso (APROFIR), a Universidade Federal de Viçosa (UFV), o Ministério de Desenvolvimento Regional (MDR), o Ministério da Agricultura, Abastecimento e Pecuária (MAPA), a Secretaria de Estado de Meio Ambiente (SEMA), o Instituto Federal de Mato Grosso (IFMT) e demais instituições do Estado.

 

O presidente da APROFIR, Otávio Palmeira dos Santos destaca a importância dos dados que serão levantados não só para o polo, mas também para todo Mato Grosso. “Com este estudo nós poderemos chegar à conclusão de que estamos no caminho certo, se existe água a mais, para irrigação e outros usos ou não”, alega também “necessitamos de uma resposta técnica-científica deste assunto”. O presidente destacou também “No lançamento do estudo tivemos a satisfação de contar na abertura dos trabalhos com o governador Mauro Mendes, Secretário e demais integrantes das Secretarias do Estado, representantes do MDR e do MAPA, além de técnicos e representantes da área científica, que desta forma trouxe um êxito muito grande para o evento”, disse.

 

Para o governador Mauro Mendes, a iniciativa do estudo no Polo de Irrigação Sustentável do Sul do Mato Grosso ocorre em um momento muito oportuno. “A questão das águas no Brasil é um tema que será muito debatido como também no nosso Estado, onde a nossa agricultura para poder utilizar os recursos hídricos, que nosso estado possui, necessita ter um grande conhecimento, já que Mato Grosso tem um grande potencial nesta área”, também destacou que “primeiro o governo quer ouvir o setor, quais são as dificuldades e o que podemos fazer da nossa parte para criar as condições para que esta atividade possa crescer dentro de nosso estado, com uma irrigação sustentável que possa usar nossos recursos hídricos, sem causar nenhum desequilíbrio ao meio ambiente”.

 

A coordenadora-geral de Agricultura Irrigada do Ministério do Desenvolvimento Regional (MDR), Pryscilla Bezerra Silva, destaca a união de esforços na questão da agricultura irrigada no âmbito público e da iniciativa privada. “É muito importante o estudo integrado para o desenvolvimento regional, onde trabalhamos todos em conjunto somando esforços, e assim diminuir as desigualdades sociais”, completou.

 

A Universidade Federal de Viçosa (UFV) estará à frente do estudo e receberá inicialmente por meio de convênio com MDR, um aporte de recursos para as atividades.

O pesquisador da UFV, Aziz Galvão da Silva Júnior será um dos coordenadores do estudo técnico-científico. “O trabalho será realizado de forma cooperativa com os parceiros locais, com o Polo de Irrigação Sustentável do Sul do Mato Grosso, a APROFIR, a SEMA, o IFMT e outras instituições. O estudo será feito durante um ano, com sete metas a serem cumpridas, sendo um trabalho que envolve águas superficiais e subterrâneas, questão de inteligência territorial, irrigação, clima e governança. Efetivamente ocorrerão visitas a campo, reuniões e testes em visitas em parceiros”, comentou.

 

O contexto onde ocorrerá o estudo compreende a região mais antiga de agricultura irrigada do estado, onde também já apresenta conflito de utilizadores de água, como explica o executivo da APROFIR, Afrânio Cesar Migliari “É um trabalho que demanda muito recurso e inicialmente a APROFIR não disponibilizava deste aporte, nós buscamos o Ministério do Desenvolvimento Regional que prontamente nos atendeu, onde durante este período de pandemia trabalhou fortemente para liberar estes recursos, que darão início aos trabalhos com a Universidade Federal de Viçosa e demais parceiros, como a própria SEMA”, finalizou.

 


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