Para presidente da AL Rota do Oeste em Mato Grosso tem que ser investigada

Toda a insatisfação de motoristas e de quem precisa trafegar pela  Rodovia BR-163/364 pode resultar numa  Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Assembleia Legislativa, proposta pelo deputado Max Russi (PSB). A crítica principal está em acordos previstos em contrato não cumpridos pela Rota do Oeste.

A não duplicação dos trechos entre Cuiabá e Rosário Oeste, conhecido como ‘corredor da morte’, e do Posto Gil até Sinop (distante 503km de Cuiabá) é um dos motivos da insatisfação “Queremos entender como a empresa Rota do Oeste arrecada tanto e não faz essas obras. Muita gente já perdeu a vida nessa rodovia”, diz.

Segundo dados do Ministério da Infraestrutura, a Rota do Oeste está desde 2013 sob o comando da concessionária. Os trabalhos resultam em mais de R$ 500 milhões de arrecadação por ano nas praças de pedágios.

O assunto levantado por Max também foi tema de muita crítica pelo ministro da Infraestrutura, Tarcísio Gomes de Freitas. Em uma audiência realizada na OAB, o ministro apresentou duas alternativas: publicar a caducidade do contrato ou realizar um novo leilão. Ambas significam soluções mais complexas. Por isso, a prioridade do governo federal seria a transferência da concessão para outra empresa. Passados dois meses, nenhuma das alternativas foi concretizada.

Max afirma que para a CPI ser aberta é necessário que 14 assinaturas sejam colhidas. “Eu sei que os deputados vão me acompanhar nessa. É necessário que algo se faça para resolver esse problema. A BR-163 é um verdadeiro corredor da morte. Por isso precisamos abrir essa CPI para investigar o motivo que nada é feito. Dinheiro eles ganham todo dia e por ano são milhões que eram pra ser investidas na região”, comentou o deputado.

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