Cúpula do DEM mato-grossense aprova fusão com PSL
A fusão dos partidos DEM e PSL foi aprovada pela cúpula do Democratas de Mato Grosso, que compareceu em peso, hoje em Brasília, e votou favorável à criação do novo partido ‘União Brasil’.
Agora, o novo partido precisa ser aprovado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
A fusão foi aprovada por aclamação com o voto favorável do governador Mauro Mendes, do senador Jayme Campos e do deputado estadual Eduardo Botelho. Também participou o presidente do diretório estadual do DEM, deputado federal Fábio Garcia.
De todos os integrantes da convenção nacional, somente o deputado federal licenciado Onyx Lorenzoni, ministro do Trabalho e Emprego, votou contra. Ele defendeu, por exemplo, que o novo partido já decidisse sobre o apoio à reeleição de Jair Bolsonaro, lançamento de candidatura própria ou liberação de apoio a nomes de outros partidos.
Onyx também apresentou requerimento para que os parlamentares do União Brasil tenham direito a voto nas decisões da Executiva Nacional. Porém, ambos pedidos foram rejeitados.
Após a convenção, o governador Mauro Mendes ressaltou que o movimento atende a um apelo da população, que já se mostrou contrária ao alto número de legendas no Brasil. Pontuou que apesar de um fundo partidário que deve chegar a R$ 160 milhões, o principal atrativo para o partido deve ser a ideologia.
“Boa parte dos brasileiros tem um pensamento muito negativo dos partidos políticos. Pelo comportamento das siglas e pelo comportamento de muitos políticos. Precisamos começar um movimento contrário a isso, de resgatar essa credibilidade da política e dos partidos políticos do país. E um passo importante pra isso é diminuir o número de partidos, porque virou um monte de sigla, um monte de cartório como instrumento do processo eleitoral”, declarou, em entrevista à TV Cidade Verde.
“Recurso é importante em qualquer lugar, mas na política você precisa ter votos e pra ter votos você tem que ter a confiança das pessoas, pra ter voto você tem que ter um porquê. Então, o recurso é parte, porque pra você andar é preciso comprar combustível, pra você fazer um impresso para as pessoas terem o número ali do seu voto, pra se lembrar na hora da urna, isso também custa dinheiro, mas não vejo nos recursos financeiros a maior atratividade de nenhum partido, eu vejo na seriedade e naquilo que ele possa representar, verdadeiramente, como alternativa de uma nova política, com seriedade, com responsabilidade, que os partidos possam resgatar essa esperança dos brasileiros”, completou o agora quase ex-democrata.
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