Max consegue 15 assinaturas para criar a CPI para apurar a concessão da Rota Oeste

Com sua força política, o presidente da Assembleia Legislativa, deputado Max Russi (PSB) já conseguiu 15 assinaturas para criar a CPI que vai investigar a concessão da BR-163 à Rota do Oeste. Falta apenas uma para a comissão estar criada. “Até a próxima semana, devo concluir as 16 assinaturas necessárias para dar início e investigar isso. Não é correto a concessionária receber quase R$ 500 milhões todos os anos, acidentes todos os dias, uma duplicação que deveria ter sido finalizada há dois anos”, disse.

Ele tem recebido muitas reclamações de prefeitos e autoridades do Nortão reclamando das condições da pista por onde é feito o escoamento de grãos.

Russi quer saber porque ainda não houve a duplicação completa da rodovia como previsto em contrato, no trecho localizado no Norte de Mato Grosso.

A expectativa é de que os deputados que não estiveram presencialmente na Assembleia também apóiem a instauração da CPI nos próximos dias.


Em nota a Rota Oeste afirma que aguarda os ajustes finais do Termo de Ajustamento de Conduta para terminar a obra.

VEJA A NOTA

 

“A Concessionária Rota do Oeste (CRO) esclarece que, da parte da Concessionária, as condições de negócio já foram aceitas e submetidas para as devidas aprovações internas. Agora, aguarda o encaminhamento entre a parte interessada na aquisição do controle da CRO e o Governo Federal, representado pelo Ministério de Infraestrutura e pela Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), sobre os contornos finais do Termo de Ajustamento de Conduta (TAC). As tratativas seguem em curso.

 

A CRO entende que a assinatura do TAC, aliada à troca de controle acionário da Concessionária, é o melhor caminho para a retomada mais célere das obras de duplicação da BR-163/MT, e contempla o anseio da sociedade. Mas se, por alguma razão, essa via não se materialize, a Rota do Oeste reafirma seu compromisso em seguir com a Devolução Amigável do contrato, conforme previsto nos termos da Lei 13.448/17.

 

Sobre a deliberação pela caducidade do contrato da BR-163 por parte da Diretoria Colegiada ANTT, a empresa entende como um procedimento administrativo natural da parte do órgão regulador, que não inviabiliza qualquer outra solução que seja do interesse público. A CRO reforça que seguirá trabalhando para que a melhor solução para os usuários seja adotada”.

 

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