WS admite contratações quando foi prefeito de Cuiabá

Mesmo sem querer comentar a decisão que afastou o prefeito de Cuiabá, Emanuel Pinheiro do cargo, no começo dessa semana, o deputado estadual Wilson Santos (PDB), acabou saindo em defesa do gestor. WS admitiu que realizou diversas contratações temporárias para atender à demanda da Secretaria de Saúde de Cuiabá no período em que esteve à frente da prefeitura.

O tucano afirma que não pode opinar sobre o fato porque não tece acesso ao processo. “Não conheço os autos do processo, nunca tive acesso a isso. Na minha gestão eu também fiz contratações temporárias na área da saúde. A Constituição permite esse tipo de contratação. Mas agora, é claro que o Ministério Público não ia fazer uma denúncia sem amparo legal, sem documentos, e o desembargador não ia tomar uma decisão radical como tomou sem acesso com profundidade aos autos”, disse.

Segundo Wilson, em seis anos no Palácio Alencastro, ele realizou, pelo menos, duas mil contratações temporárias no âmbito da Secretaria de Saúde.

“Eu fiz mais de duas mil contratações temporárias baseadas na Constituição, com critérios legais e transparência. Eu não conheço a forma, a modalidade em que foram realizadas essas 259 contratações temporárias pela atual administração”, enfatizou.

O tucano vai mais além e ainda garante que todos os gestores que passaram pelo Executivo da Capital realizaram esse tipo de contratação. “Todos os prefeitos fizeram sem exceção. A constituição permite esse tipo de contratação. Eu fiz contratação temporária, o prefeito Mauro Mendes fez milhares, prefeito Roberto de França fez, coronel Meirelles fez, Dante fez, enfim, todos nós fizemos porque é permitido pela Constituição. Agora, eu não conheço as razões, as modalidades que a atual gestão efetuou essas contratações”, finalizou.

Emamuel Pinheiro foi afastado do cargo na última terça-feira (19) no âmbito da Operação Capistrum. Ele é acusado de usar as contratações temporárias como barganha política.

 

FOTO: ASSEMBLEIA LEGISLATIVA