José Lacerda afirma que Emanuel não foi abandonado pelo partido
O presidente do diretório municipal do MDB em Cuiabá, José Lacerda, afirmou que o partido “não abandonou” o prefeito de Cuiabá Emanuel Pinheiro, afastado do cargo após a Operação Capistrum, na semana passada.
A cobrança veio pelo fato de que até o momento não houve manifestação oficial do partido ou da bancada na ALMT em defesa do alcaide. Lacerda disse, em frente ao Palácio Paiaguás, que Pinheiro “nunca foi abandonado” pelo MDB, e citou que o processo contra o gestor cuiabano é de natureza “investigatória”.
“O prefeito Emanuel nunca foi abandonado pelo MDB. Precisamos distinguir o que é partido, gestão política e gestão pública. O que é uma decisão de um processo administrativo e um processo judicial. Temos que respeitar todos os princípios de natureza constitucional. Como nós vamos contrapor um processo de natureza meramente investigatória. Isso é um direito constitucional dos poderes constituídos, principalmente dos órgãos de controle”, disse.
“O prefeito não foi abandonado, foi reeleito pelo MDB. Não foi abandonado e não será. O partido sempre respeitou sua posição política e sua gestão em Cuiabá”, disse Lacerda, acrescentando que “isso significa que o prefeito não pode ser tratado como uma pessoa que esteja condenada. Ele tem capacidade, é advogado, tem que ser respeitado o princípio do contraditório e da ampla defesa. O Emanuel vai apresentar o seu contraditório e a sua ampla defesa, que é um direito constitucional”, concluiu Lacerda.
Ao final, questionado se esse episódio marcaria o fim da vida política de Emanuel, o presidente do MDB municipal foi enfático em dizer que “não”, e lembrou de outros políticos pelo Brasil que enfrentaram à Justiça e a opinião pública e depois voltaram aos holofotes dos palanques.
“Não acho que seja fim da carreira política do Emanuel, como não foi fim da carreira política do Collor de Mello, que hoje é senador da república, um presidente afastado que perdeu o mandato. Como não foi o fim da carreira da ex-presidente Dilma Rousseff, que também foi afastada por um processo judicial, político também, e depois disputou uma vaga do Senado. Então a política é uma arte muito difícil, é das piores experiências, e o ser político é o homem que tem maior dificuldade em tomar uma decisão, porque toda decisão que ele toma atinge alguém, se a decisão for positiva atinge positivamente a sociedade, se a decisão for negativa atinge negativamente a sociedade”.
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