Servidores veem perseguição e lembram que MP não aponta desvios
Entre os servidores públicos, o que mais chama à atenção sobre o afastamento do prefeito de Cuiabá, Emanuel Pinheiro, alvo da Operação Capistrum, na semana passada, é que não há qualquer menção a desvio de recursos.
“Não argumento sobre desvio de recursos, mas por supostamente ter contratado servidores temporários antes e durante a pandemia. Os números expostos podem parecer altos, mas não quando distribuídos em 03 Upas, 04 Policlínicas, 03 hospitais e 106 Equipes de Saúde da Família, visando atender mais de 618 mil cuiabanos, sem contar na demanda de milhões de mato-grossenses, além de outros estados e países vizinhos que acabam precisando da saúde municipal em virtude do SUS que tem em seus princípios”, indicam membros do Fórum Sindical de Cuiabá.
O sindicato publicou uma nota se posicionando sobre o afastamento do prefeito Emanuel Pinheiro. O prefeito é investigado por irregularidades na contratação de 259 servidores da Secretaria de Saúde e no pagamento do Prêmio Saúde. De acordo com a nota, os representantes foram surpreendidos com o afastamento de Emanuel.
“Mas, o que teria chamado atenção seria o fato de que o prefeito não foi afastado a Universalidade, Integralidade e Equalidade”, justificou.
Já em relação ao pagamento do Prêmio Saúde, o Fórum argumentou que tentam demonizá-lo chamando de “mensalinho”, mas que foi criado ainda na gestão do ex-prefeito Roberto França. “É importante complemento financeiro também para os servidores efetivos, estendido aos contratados e comissionados por uma questão de justiça e valorização desses trabalhadores. Dessa forma, o Prefeito Emanuel Pinheiro apenas está cumprindo a lei assim como os gestores municipais anteriores”, citou.
Além disso, a entidade reforçou que há mais de três gestões vêm sendo cobrada das autoridades a realização de concursos públicos e reforçou a sensação de ‘perseguição’ a Emanuel desde o período eleitoral. Por fim, o Fórum Sindical afirmou que os representantes são contrários ao afastamento e que se solidariza com todos os servidores da saúde.
“É por isso que os sindicatos que representam o Fórum Sindical Municipal, vêm manifestar sua contrariedade com o afastamento do Prefeito de Cuiabá, por ato corriqueiro de gestão, que embora sempre nos pautaremos pela realização de concursos públicos para preenchimento dos cargos, não podemos normalizar a interferência dos órgãos jurisdicionais na vontade popular, quando não há crime cometido, mas atos de mera gestão! O Fórum Sindical Municipal se solidariza com todos os servidores efetivos, contratados temporários e comissionados que estão sendo expostos de forma desnecessária, uma vez que o benefício do Prêmio Saúde tem base legal conforme citado na lei acima”, finalizou.
FOTO: PREFEITURA DE CUIABÁ







