Stopa diz que cuiabano é inteligente o suficiente para ver o que está acontecendo
Aliados do prefeito Emanuel Pinheiro (MDB) não acreditam que o afastamento do emedebista reflita negativamente nos projetos eleitorais que já estavam em curso para as eleições de 2022. Alvo da Operação Capistrum, nos últimos dias, o chefe do Executivo da capital está sendo investigado por um suposto esquema de contratações irregulares de serbina Secretaria Municipal de Saúde de Cuiabá.
A primeira manifestação em torno do tema veio do prefeito em exercício, José Roberto Stopa (PV), que assumiu o comando da prefeitura. Em entrevista à imprensa, o chefe do Executivo defendeu Emanuel e disse que ele vai conseguir comprovar a sua inocência e se qualificará para disputar no ano que vem.
“Não acredito que irá prejudicar. Acredito que o prefeito vai fazer sua defesa, acredito que o Poder Judiciário vai rever esse afastamento e acredito que o prefeito vai com tranquilidade definir o seu caminho político sem problema judicial nenhum. Eu acredito que a verdade vai aparecer e aparecendo a verdade o povo cuiabano é inteligente o suficiente para ver o que está acontecendo”, argumentou Stopa.
Emanuel foi alvo do Núcleo de Ações de Competência Originária (Naco), junto com a esposa, a primeira-dama Márcia Pinheiro e o chefe de gabinete, Antônio Monreal Neto, que foi preso, além da secretária-adjunta de Governo e Assuntos Estratégicos Ivone de Souza, também afastada do cargo.
Apesar das várias operações que atingiram a prefeitura, Emanuel tem trabalhado na construção de um grupo político para enfrentar o governador Mauro Mendes (DEM) nas urnas na eleição do próximo ano. Ele inclusive não descarta a possibilidade de encabeçar a chapa na disputa.
O presidente do Movimento Democrático Brasileiro (MDB) em Cuiabá, José Lacerda, também saiu em defesa de seu correligionário e disse que as investigações não será o fim da carreira política do prefeito afastado. Para sustentar a tese, ele acrescentou que existem outros políticos que passaram por situações semelhantes.
“Não acho que seja fim da carreira política do Emanuel, como não foi fim da carreira política do Collor de Mello, que hoje é senador da República, um presidente afastado que perdeu o mandato. Como não foi o fim da carreira da ex-presidente Dilma Rousseff, que também foi afastada por um processo judicial, político também, e depois disputou uma vaga do Senado. Então a política é uma arte muito difícil, é das piores experiências, e o ser político é o homem que tem maior dificuldade em tomar uma decisão, porque toda decisão que ele toma atinge alguém”, ponderou.
FOTO SECOM CUIABÁ







