Filiação do presidente reforça partido de Wellington, em MT
O presidente da República, Jair Bolsonaro, confirmou sua filiação ao PL, após alinhavar sua ida junto ao presidente da sigla, Valdemar Costa Neto. A adesão deve ser oficializada no dia 22 e é vista como um grande reforço ao partido no Estado, fortalecendo em especial o senador Wellington Fagundes. A data de filiação faz alusão ao número que o partido tem nas eleições.
Com Bolsonaro no PL surge outro cenário em Mato Grosso. Wellington, que até então segurava uma lupa em busca de caminho, agora não terá mais problemas. Tanto pode tentar a reeleição numa coligação majoritária com o governador democrata Mauro Mendes, que é apontado como franco favorito ao Palácio Paiaguás, ou até mesmo ser companheiro de chapa de Mauro Mendes, desde que o vice-governador Otaviano Pivetta (sem partido) não queria repetir a chapa de 2018 e o PSB do deputado estadual Max Russi não se oponha.
Com Bolsonaro o PL de Mato Grosso ganhará corpo. O campeão de votos para deputado federal Nelson Barbudo (PSL) irá para o partido do Mito de malas e cuias e com o chapelão que é sua marca. Os deputados estaduais Gilberto Cattani, Ulysses Moraes, Elizeu Nascimento e Delegado Claudinei, todos dos PSL, migrarão em bloco atrás do chefe. Wellington, o principal nome do partido, nadará de braçadas eleitoralmente, pois além dos novos liberais, o senador terá em seu palanque disputando vaga na Assembleia, seus atuais correligionários Chico 2000, vereador por Cuiabá, Rosana Martinelli, ex-prefeita de Sinop, Sirlei Theis, que foi sua companheira de chapa ao governo em 2018, Cesinha Lara, presidente da Câmara Municipal de Água Boa, Marcelo Aquino, prefeito de General Carneiro, dentre outros.
O esvaziado PL, que em legislaturas anteriores teve forte presença na Assembleia Legislativa, não elegeu deputado estadual nem deputado federal em 2018. Em Rondonópolis, a cidade de Wellington, os liberais não conseguem eleger vereador há três legislaturas. Com Bolsonaro, o senador será duramente criticado por opositores do presidente, mas em compensação ganhará eleitores e militantes nas redes sociais, que colocam o Mito acima do bem e do mal.
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