Procurador-geral afirma que contratações temporárias são praxes antigas

O procurador-geral de Justiça, José Antônio Borges Pereira, em sua manifestação em resposta ao agravo regimental protocolado pela defesa do prefeito de Cuiabá afastado, Emanuel Pinheiro (MDB),  reconheceu, que as contratações de servidores temporários na Prefeitura de Cuiabá são recorrentes com o passar dos tempos, vindo de gestões anteriores.

O Ministério Público disse que sempre foi comum a contratação de servidores temporários na Saúde pública de Mato Grosso em gestões anteriores, o que permitiu a Emanuel Pinheiro continuasse os atos nesse sentido, tendo em vista que nunca na história de Cuiabá um prefeito foi afastado do cargo por tal ação.

“Fazendo um panorama de todas essas informações, é possível lobrigar, pelo menos em tese, que Emanuel Pinheiro, ao assumir a Chefia do Poder Executivo Municipal, vislumbrou a possibilidade de obter apoio político, mediante a contratação de servidores temporários, no âmbito da Secretaria de Saúde de Cuiabá, justamente porque, ao que tundo indica, essa prática já era comum nas gestões anteriores”, diz um dos trechos da manifestação do MPE, assinada no dia 09 de novembro por José Antônio, chefe da instituição.

Mesmo diante do reconhecimento, o procurador-geral de Justiça se manifestou pela improcedência do pedido de retorno do prefeito Emanuel Pinheiro, por suposta violação de prerrogativas inerentes ao cargo político.

 

FOTO: PREFEITURA DE CUIABÁ