Autorização do PL às executivas para apoiarem alguns partidos, seria um dos motivos de recuo da filiação de Bolsonaro

Um dos motivos para o  adiamento da filiação do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) ao PL, seriam a divergência das alianças regionais, principalmente em estados onde há acordos com legendas de oposição ao governo, como o PT.

Bolsonaro também resiste que a legenda apoie a candidatura ao governo de SP do atual vice-governador do estado, Rodrigo Garcia (PSDB), e cobra uma “outra solução” do presidente da sigla, Valdemar Costa Neto.

Segundo um dos filhos do presidente, o senador Flávio Bolsonaro (Patriota-RJ) o maior incômodo foi uma nota do PL que autoriza as executivas a apoiarem oficialmente alguns partidos que a família Bolsonaro considera “impossíveis”.

“Algumas coisas incomodaram um pouco o presidente, como uma nota oficial do PL autorizando executivas de alguns estados a apoiarem alguns partidos que são, no nosso ponto de vista, impossíveis de estarem conosco, como o PT, por exemplo”, disse o senador ao R7.

Segundo ele, o PL também precisa fazer “algumas concessões com relação a suas bancadas em alguns estados que são sustentação de partidos de esquerda”. Ele rejeita a possibilidade de alianças com siglas como PT, PDT, PSOL e Rede.

“Você lança essa disposição que ele tem, de filiar ao PL, aí regionalmente vai aparecendo problemas.

O senador Wellington Fagundes (PL-MT) que fez o convite à Bolsonaro disse que  o maior  empecilho está “principalmente em São Paulo”. De acordo com o parlamentar, o presidente da República “insiste em outra solução” nesse caso. 

 

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