Mais dois pedidos de instauração de Comissão Processante são rejeitados na Câmara de Cuiabá
Os vereadores por Cuiabá rejeitaram, mais uma vez, em sessão desta quinta-feira (09), outros dois pedidos de Comissão Processante contra o prefeito de Cuiabá, Emanuel Pinheiro (MDB). Os pedidos foram realizados pelos parlamentares Tenente-Coronel Paccola (Cidadania) e Marcus Brito Jr (PV).
O líder de Pinheiro na Casa de Leis, o vereador Mário Nadaf (PV), enfatizou que defendeu os trabalhos da CPI, mas afirmou que a abertura da Comissão Processante é "um montante antecipando as eleições".
"Agora, não sou obrigado a chegar às mesmas conclusões que a CPI chegou. Não vejo o indiciamento, crime de natureza política, na pessoa do prefeito municipal. Está sendo responsabilizado pelo regimento interno. O regimento interno, principalmente em gestão plena, é atribuição do secretário, o que faz o prefeito é apenas publicar, dar publicidade, assinando o decreto. Eu acho que foi um trabalho bom, mas na questão política, foi uma ferradura. É um montante antecipando as eleições, querendo condenar o prefeito Emanuel Pinheiro", apontou.
O relatório da CPI pediu o indiciamento de Emanuel e outras 33 pessoas, após denúncias de medicamentos vencidos no Centro de Distribuição de Medicamentos e Insumos de Cuiabá (CDMIC).
Ao total, segundo o vereador da oposição Dilemário Alencar (Podemos), a Câmara já acumula oito pedidos de Comissão Processante contra Emanuel, todos negados.
Na primeira votação, foram 14 votos contra a comissão por 10 favoráveis. O pedido de Brito Jr. 15 votos contra e nove a favor. Os vereadores tiveram como base o relatório da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) que investigou irregularidades na compra e armazenamento de medicamentos.
No plenário, Edna Sampaio (PT) se manifestou a favor da Comissão e declarou ver indícios para a instauração da investigação contra o chefe do Executivo municipal.
"Primeiro, eu quero dizer para quem nos assiste que eu votei favoravelmente à Comissão Processante do vereador Paccola porque desde o princípio eu entendo que as gravidades das denúncias da CPI dos remédios precisam de providências por essa Casa. Acho que a denúncia do vereador Paccola está diretamente relacionada à Comissão Especial, que também pediu a abertura da processante, a cassação é resultado ou não da discussão", destacou.
FOTO: CÂMARA MUNICIPAL DE CUIABÁ







