Filiação de Moro faz Medeiros cair fora do Podemos

Deputado federal, José Medeiros (Podemos), já está em busca de uma nova legenda para disputar as eleições de 2022. O partido deixou de ser um ambiente confortável para o parlamentar desde que o ex-juíz Sérgio Moro se filiou a legenda com a intenção de disputar a presidência da República na chamada “terceira via”.

Vice-líder do governo na Câmara de Deputados, o parlamentar não abre mão de apoiar a candidatura à reeleição do presidente Jair Bolsonaro, mesmo diante das incertezas se terá a mesma reciprocidade do chefe do Planalto no seu projeto ao Senado Federal.

Em entrevista ao GD, Medeiros disse que chegou a se reunir com Moro para comunicá-lo que não poderia abraçar sua eventual candidatura.”Eu sentei com o Sérgio Moro e conversei com ele. As coisas tem que ser muito franca e não dá para ficar tabelando as pessoas. Eu disse o respeito que tenho pelo trabalho dele, mas externei o compromisso que eu tenho com o presidente Jair Bolsonaro”, explicou.

O ex-juíz formalizou sua entrada no Podemos durante um ato em Brasília, no mês de novembro. O ingresso no partido se deu a pouco menos de um ano das eleições de 2022. Embora o ex-ministro da Segurança não tenha manifestado qual mandato pretende disputar na eleição no ano que vem, o partido tem apostado seu nome como o “futuro presidente da República”.

Diante das articulações, o senador Alvaro Dias (Podemos), já deixou claro que o partido não irá liberar seus filiados para apoiar outra candidatura, que não seja a do ex-ministro Sérgio Moro em 2022. Nesse contexto, Alvaro chegou a ironizar a defesa incondicional de Medeiros ao presidente e afirmou que o projeto da legenda é diferente ao de Jair Bolsonaro.

Em meio as complicações, Medeiros afirma que já dialoga com algumas legendas em busca de solucionar o entrave partidário. Entre as siglas, o congressista conversa com o Republicanos (PRB), Partido Trabalhista Brasileiro (PTB), Avante, entre outros.

Segundo ele, o martelo só será batido com alguma legenda que esteja no arco de aliança do chefe do Planalto. “Já recebi o convite de vários partidos, mas ainda temos que conversar e analisar. Vamos ver as siglas que vão estar no arco de aliança do presidente pra podermos tomarmos uma decisão”, finalizou.

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