Mauro culpa policiais penais pelas fugas de presídios em MT

Em entrevista à uma rádio de Cuiabá, o governador Mauro Mendes (DEM) afirmou que as fugas recentes em penitenciárias de Várzea Grande e Água Boa serão investigadas, mas pontuou que elas foram no mínimo “ridículas”, e ainda disse que essas fugas apontam grave falha ou até mesmo omissão das equipes que ficam à frente do comando dos presídios.

“Não é comum, fazia tempo que a gente não ouvia falar em fugas por aqui. Agora, no meio de uma greve, tem fugas, fugas no mínimo ridículas. Aquilo que aconteceu em Água Boa, houve uma falha grave ou omissão, e isso tem que ser apurado. Essa apuração não é feita pelo governador, e sim por uma Comissão de servidores públicos, é dessa forma que a lei determina” explicou o governador.

No dia 03 de janeiro, na Penitenciária Major PM Zuzi Alves da Silva, em Água Boa, 14 reeducando após cavarem um túnel no raio azul da ala 1, fugiram.

Já no dia 10 de janeiro, dois presos conseguiram fugir da Penitenciária Central do Estado (PCE), enquanto faziam serviço fora da cela e um terceiro também tentou pular o muro, mas foi capturado.

E no dia 12 deste mês, cinco presos fugiram do Complexo Penitenciário de Várzea Grande, Ahmenon Lemon Dantas, durante uma queda de energia, após temporal que atingiu a região.

Outros casos ocorreram, como no dia 19 de janeiro, onde dois detentos fugiram da Cadeia Pública de Nobres (121 km de Cuiabá) usando uma corda feita com roupas velhas.

Segundo Mauro, apurar essas fugas não é função do governador, a lei determina que deve ser instaurando Processo Administrativo Disciplinar (PAD) para investigar casos como estes, mas ele acha muito estranho as reiteradas fugas.

“A lei determina que tem que ser uma comissão, uma sindicância, um PAD, e eles vão verificar lá quais foram as causas, se houve negligência. Agora, cá entre nós, o cara furar um buraco, cavar vários dias, aquele mundaréu de terra, não é possível que ninguém viu. Então, tem muito cheiro, muito indício de algum tipo de negligencia ou até mesmo de conivência. Agora, quem tem que apurar isso é a Comissão”, finalizou.

 

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