TJ rebate OAB e diz que teletrabalho aumenta a resposabilidade em cumprir metas

A presidente do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), desembargadora Maria Helena Póvoas não deixou barato as reclamações da OAB pelo tribunal estar em teletrablaho.

A crítica é porque a OAB não gostou da  decisão do TJMT de prorrogar o regime de teletrabalho, iniciado no dia 11 de janeiro, para até o dia 31 deste mês.

A presidente da OAB, Gisela Cardoso reclamou e o juiz Marcos Faleiros, da Vara Especializada da Justiça Militar disse em suas  redes sociais, Faleiros que Gisela é  negacionista e defendeu que as atividades no Judiciário seguem intensas mesmo no regime de teletrabalho. Segundo ele, até mesmo no sábado e domingo as atividades são realizadas.

Nesta quarta-feira (26), Maria Helena também saiu em defesa dos servidores, ressaltando que a produtividade do Tribunal de Justiça melhorou na pandemia, e que Mato Grosso foi elogiado pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ).

A presidente ainda observou que, no regime de teletrabalho, "a responsabilidade é ainda maior", em razão das metas que são estipuladas pelo CNJ. Por isso, criticou as declarações "genéricas" contra o home office no Judiciário.

“Não podemos admitir as generalizações. Elas ferem a alma dos magistrados e servidores vocacionados e comprometidos com a sociedade, que são a maioria e pelos quais nutro profundo respeito", disse.

Maria Helena ainda pontuou que a Corregedoria Geral de Justiça está aberta para receber denúncias contra servidores e magistrados que possam não estar executando suas funções de forma correta, e chamou esses casos de exceções.

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