Para Emanuel manifestação do MPF não traz nenhum tipo de prova nova ao processo

 

O prefeito de Cuiabá, Emanuel Pinheiro (MDB), parece estar tranquilo mesmo diante da possibilidade de ser afastado do cargo novamente. O emedebista acredita que o pedido do Ministério Público Federal (MPF), que visa derrubar a liminar que garantiu o seu retorno ao comando do Palácio Alencastro, não deverá prosperar.

Isso porque, segundo ele, a manifestação não traz nenhum tipo de prova nova que possa mudar os rumos do processo. "Já era esperado [a manifestação]. Não existe nenhum fato novo, nenhuma contestação com provas robustas, foi feito mais do mesmo. O MPF é o órgão acusador, ele manteve a linha do Ministério Público Estadual, mas sem fato novo, sem provas cabais que pudessem contestar as nossas afirmações", disse o chefe do Executivo Municipal.

Neste sentido, ele garante estar tranquilo e afirma que irá provar a sua inocência. "A linha do MPF é essa, linha acusatória, afinal ele é o patrono acusador. Sabemos que todos estes fatos vão ser derrubados porque foi uma grande injustiça conosco. Estamos muito tranquilos porque a justiça tarda, mas não falha", completou.

Emanuel ficou fora da Prefeitura de Cuiabá por quase 40 dias no final do ano passado. Ele foi alvo da Operação Capistrum e é acusado de usar a estrutura da Secretaria de Saúde para "comprar" o apoio dos vereadores da Capital. Para tanto, ele estaria utilizando os contratos temporários da pasta.

Além disso, ainda pesa contra o emedebista a acusação de realizar pagamentos irregulares do chamado "prêmio saúde". Conforme investigação, não havia qualquer tipo de critérios para efetuar o pagamento.

O prefeito foi afastado em 19 de outubro do ano passado no âmbito da Operação. Pouco tempo depois, já fora do cargo, ele sofreu um novo afastamento, desta vez na esfera civil, mas pelos mesmos motivos.

Emanuel retornou ao cargo no dia 26 de novembro, após conseguir uma decisão limitar favorável do Superior Tribunal de Justiça (STJ).

Na semana passada, o subprocurador geral da República, Nicolao Dino, se manifestou no agravo interposto pela defesa de Emanuel Pinheiro e requereu que o prefeito fosse afastado do cargo, pois ele colocaria em risco o andamento processual e as investigações em curso.

 

FOTO: PREFEITURA DE CUIABÁ