Pinheiro admite aceitar disputa eleitoral rumo ao Paiaguás

O prefeito de Cuiabá, Emanuel Pinheiro (MDB) deu uma declaração em uma matéria na Folha de São Paulo, que fez um levantamento mostrando que ao menos 11 prefeitos eleitos em 2020 avaliam abrir mão de dois anos e nove meses de mandato até 2024 para tentar a sorte nas urnas e concorrer aos governos de seus respectivos estados nas eleições de outubro. Segundo o jornal, Pinheiro é um dos indecisos, mas que pode deixar o cargo para concorrer ao governo de Mato Grosso.

"Ainda não tomei decisão, mas há uma forte tendência para aceitar essa convocação de várias forças políticas e da sociedade", disse Emanuel Pinheiro à Folha.

Segundo a Folha, “caso decida pela candidatura, Pinheiro terá uma parada dura: vai enfrentar o governador Mauro Mendes (União Brasil), que tentará a reeleição”, diz trecho da matéria veiculada na última sexta-feira (25).

Se colocando como o representante de um sentimento de “mudança” em Mato Grosso para 2022, o prefeito de Cuiabá disse várias vezes que sua possível candidatura ao governo do Estado dependerá da população cuiabana entender que ele poderá ajudar a Capital muito mais como chefe do Poder Executivo de Mato Grosso.

O alcaide cuiabano também já descartou que uma eventual candidatura ao governo poderia ser desastrosa nas urnas, como ocorreu com o deputado estadual Wilson Santos (PSDB), que em 2010 deixou a Prefeitura de Cuiabá para disputar o governo do Estado e terminou em 3º lugar. Isso porque Emanuel garante que não existe nenhuma “ansiedade” de sua parte, querer disputar o governo, e voltou a afirmar que só deixaria a prefeitura para disputar 2022 se a população pedir.

Para serem candidatos em outubro, eles devem renunciar ao cargo que ocupam até 2 de abril. A data, seis meses antes da eleição, é o limite para desincompatibilização por determinação da legislação eleitoral.

Dentre os que avaliam a renúncia estão prefeitos de seis capitais: Belo Horizonte, Maceió, Aracaju, Florianópolis, Cuiabá e Campo Grande.

Também cogitam concorrer a governos estaduais prefeitos de cinco cidades de interior.

Na maior parte dos casos, a indefinição acerca de uma possível renúncia colocou em compasso de espera tanto aliados dos prefeitos quanto os adversários, que evitam definir suas chapas antes de ter clareza sobre o cenário eleitoral.

 

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