Descontentes anunciam que ficam no União Brasil
Nomes importantes do União Brasil, em Mato Grosso, descontentes com a formação da nova sigla há algum tempo, decidiram permanecer no partido, diferente do que vinham dizendo, ameaçando uma debandada em massa, às vésperas de mais um pleito eleitoral. Na manhã de hoje, lideranças do União Brasil, como presidente da Assembleia Legislativa (ALMT), deputado Eduardo Botelho, o deputado Dilmar Dal Bosco, o ex-governador Júlio Campos, e os secretários de Estado de Saúde e Cultura, respectivamente, Gilberto Figueiredo e Beto Dois a Um, devem permanecer no partido. O ‘xeque-mate’ veio durante reunião com a Executiva Estadual.
A informação foi confirmada por Botelho. Insatisfeitos com a sigla, em algumas declarações públicas, lideranças como Júlio e Dilmar deram indícios publicamente de que estavam cogitando a possibilidade de migrar de partido.
“Essa foi uma reunião evidentemente para saber quem fica, e quem sai. Então, nós chamamos Júlio Campos, se ficar ou sai, Dilmar, Gilberto, Beto. E a conversa que teve é que todos vão ficar, ninguém se manifestou que está saindo. Eu falei, olha, se alguém quiser sair, por favor, é hora de dizer, eu quero sair. Lá ninguém manifestou a vontade de sair, então acredito que vai continuar todos no partido, e agora nós vamos buscar mais nomes”, pontuou.
Recentemente, Dilmar reclamou que o União Brasil – partido criado pela fusão entre o DEM e o PSL – não existiria, já que estava sem comando e sem CNPJ. Em entrevista na manhã da segunda-feira (21), o correligionário afirmou que a legenda não tem tido reuniões semanais e que não houve uma organização após a fusão.
Dilmar disse que uma ala composta por Figueiredo e Beto Dois a Um estava pensando em se filiar a outro partido para disputar a ALMT.
O senador Jayme Campos, que atualmente enfrenta uma rusga com o governador Mauro Mendes e já participou de reuniões do prefeito de Cuiabá, Emanuel Pinheiro (MDB), em busca de um nome de oposição, não participou da reunião do União Brasil devido a uma agenda em Brasília.
Em fevereiro, Jayme reclamou do atendimento no Palácio Paiaguás, principalmente por parte de alguns secretários de confiança do governador, e chegou a afirmar que é tratado como ‘inimigo político’ em muitas ocasiões.
"O senador Jayme tem mostrado algum descontentamento, mas já tem sentado com o governador, está alinhando isso. Eu acho que agora é questão de montagem de chapa, nós temos um gargalo pela frente nessa montagem que é a questão do senador. Mas o governador Mauro Mendes decidiu que vai aguardar mais um tempo, [ele] acha que não é hora ainda de definir isso", apontou Botelho.
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