Emanuel quer ser ouvido sobre posicionamento do MDB na disputa ao Paiaguás

Mesmo afirmando e confirmando que desistiu de concorrer ao governo de Mato Grosso nas eleições de outubro, o prefeito de Cuiabá, Emanuel Pinheiro (MDB), faz questão de dizer que seu partido não está fechada com o atual governador do Estado, Mauro Mendes (UB),e que vai discutir com os partidários para mostrar o "seu lado”. Mauro Mendes é atualmente o maior inimigo político do prefeito.

"O MDB não está com Mauro Mendes, ele está caminhando com o [deputado federal] Neri Geller (PP) em apoio ao Senado, isso de fato está. Agora, Mauro Mendes não existe apoio, vai ser conversado”, disse Emanuel, na terça-feira (12).

"Eu ouvi uma corrente até majoritária do partido que o apoia, e quero ser ouvido também e tentar convencer nosso partido a tomar outros rumos. Esse também foi um ponto que contou para eu desistir da candidatura ao governo. Nem no meu partido estava conversado, tudo isso pesou”, complementou.

Os deputados estaduais do MDB fazem parte da base de apoio ao governador e possuem um bom trânsito dentro do Palácio Paiaguás. Além disso, o presidente da sigla, deputado federal Carlos Bezerra, é muito próximo a Mendes e articulou junto ao político a liderança da Secretaria de Estado de Agricultura Familiar (SEAF), entregue para comando da sua esposa, a ex-deputada federal Teté Bezerra.

O gestor municipal explicou ainda que sua desistência em disputar contra Mendes pelo Governo seria por conta de uma “falta de preparação”, pois o emedebista não havia apresentado nenhum projeto dentro da sigla para sua candidatura.

"Acho que houve um certo acomodamento devido ao prazo eleitoral. Faltam seis meses ainda para as eleições. O único que tinha a perder aí, em tese, seria eu porque teria que renunciar a prefeitura. Então, faltou uma ação, uma preparação maior de minha parte, até com meu partido, porque eu fiquei muito tempo no embate, mas não cheguei para eles e disse vamos construir um projeto”, disse Pinheiro.

O prefeito revelou ainda uma articulação para deixar o MDB e se filiar ao Solidariedade para a disputa. Contudo, com a desistência da candidatura, Pinheiro permaneceu na sigla.

“Tanto que eu pensei em ir para o Solidariedade para disputar. Eles já estavam me esperando, a federação PT, PCdoB e PV já tinha me oferecido o palanque, eles queriam Emanuel candidato a governador […] Houve toda uma articulação de forças políticas, demonstrando esse inconformismo com o Estado hoje, mas faltou a preparação”, finalizou.

 

FOTO: PREFEITURA DE CUIABÁ