Simplesmente, não havia projeto algum, foi uma vontade pessoal do governador, diz Emanuel sobre suspensão do BRT

Para o  prefeito de Cuiabá, Emanuel Pinheiro (MDB)  a decisão do Tribunal de Contas da União (TCU) que suspendeu as obras do BRT (em português, ônibus rápido no trânsito)  foi acertada. “Simplesmente, não havia projeto algum, foi uma vontade pessoal do governador, sem discutir com ninguém, que levou a essa situação absurda. Segundo ponto, como você vai fazer uma obra dessa dimensão, vai trocar um modal dessa modernidade, dessa amplitude que é o VLT para o BRT, sem ouvir os dois municípios interessados, sem ouvir a população interessada que vai andar?”, disse Emanuel.

Ele classificou a  troca do Veículo Leve sobre Trilhos (VLT) é uma “vontade pessoal do governador”.

A decisão é datada da última sexta-feira (06) do ministro Arold Cedraz, do TCU, que acatou um pedido de Emanuel e suspendeu todos os procedimentos administrativos em relação à troca do VLT para o BRT. A prefeitura de Cuiabá alega que a continuidade da implantação da obra, que já teve a sua licitação homologada pelo Governo em abril, traria “graves e irreversíveis prejuízos”.

“É o nosso grito fazendo eco nas instâncias superiores em Brasília, um órgão de controle externo da importância, da dimensão do Tribunal de Contas da União. Nossa luta não está sendo em vão, podemos mostrar ali para os ministros do TCU, especialmente para o ministro relator Aroldo Cedraz que primeiramente não havia nenhum projeto que nos desse segurança que mudar do VLT para o BRT Cuiabá seria melhor atendida”, disse.

Mauro Mendes  já ajuizou um recurso contra a decisão.


FOTO REPRODUÇÃO