Emanuelzinho cobra repasses mais justos para times menores

 

O deputado federal, Emanuelzinho Pinheiro Neto (MDB), explicou que está pedindo- por meio do Projeto de Decreto Legislativo 54/22, de sua autoria – a sustação de efeitos de um outro decreto que prevê novos critérios de seleção de clubes da Timemania. Conforme ele, as alterações podem prejudicar pelo menos onze clubes menores, incluindo o Mixto Futebol Clube, time tradicional de Cuiabá.

“Não dá pra considerar somente os critérios desportivos para estabelecer as regras da Timemania. Pode ser que um time europeu seja reconhecido mundialmente e se sustente, porém, quando falamos de cultura e história local, como é o caso do Mixto, para esse torcedor o Mixto é o maior do mundo. O problema é que com um repasse mínimo ou até ficando de fora da lista, o clube corre risco até de existir”, disse Emanuelzinho.

“Acredito que falta incluir essa paixão pelo futebol, a rivalidade saudável que move o torcedor a acreditar, ajudar sua equipe nos critérios do Timemania e pensando nisso, incluir todos os times como volantes para que haja uma arrecadação justa e que essa fatia da loteria, possa de fato ajudar nas despesas de cada time”, completou.

Segundo o governo, o objetivo do decreto é tornar a Timemania mais atraente para o torcedor-apostador e para os clubes de futebol. Mas o deputado Emanuel Pinheiro Neto afirma que as novas regras prejudicam times que conquistaram os maiores títulos estaduais. “Cinco estados ficarão de fora: Amapá, Espírito Santo, Mato Grosso do Sul, Rondônia e Tocantins”, lamenta.

O deputado lista 11 times que foram prejudicados pelo decreto: Rio Branco (AC), Ypiranga (AP), Rio Negro (AM), Gama (DF), Rio Branco (ES), Mixto (MT), Operário (MS), River (PI), Ji Paraná (RO), Sergipe (SE) e Palmas (TO).

A partir do decreto, 11% dos recursos arrecadados com as apostas serão divididos igualmente entre clubes das séries A, B, C e times de futebol profissional qualificados no ranking da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), até que se complete o número de 80 entidades de futebol profissional que figuram no volante de apostas. Antes, os 80 clubes eram fixos e a divisão favorecia mais os clubes da Série A.

“Precisamos encontrar um denominador comum que seja bom para todos. Ao contrário dos times de maior abrangência nacional que conseguem arcar com todas as despesas e folhas de pagamento com os próprios recursos, esses clubes menores, vira e mexe, estão lutando para manter as portas abertas e continuar levando alegria aos seus torcedores”.

 

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