Márcia Pinheiro diz que Mauro Mendes e Wellington Fagundes "chutaram" Neri

A primeira-dama de Cuiabá e pré-candidata ao Senado, Márcia Pinheiro (PV) não mediu as palavras para colocar para fora toda sua indignação com o patrolamento que o deputado e pré-candidato ao Senado, Neri Geller (PP) sobreu por parte do governador Mauro Mendes (União Brasil) que fechou aliança com Wellington Fagundes (PL), que pertence ao mesmo partido do presidente Jair Bolsonaro.

"Ele foi jogado para escanteio, ele era o candidato do grupo e me solidarizei com ele uns 20 dias atrás, porque chutaram ele. Literalmente, chutaram ele, sendo que ele era o candidato do grupo. E aí, vem Wellington Fagundes e Mauro, Mauro e Wellington, patrolou para ter apoio do Bolsonaro", disse ela.

Sobre uma possível articulação para composição da Federação PV, PT e PCdoB com o PP de Neri, Márcia destacou que não há problemas em ser a titular ou 1ª suplente da chapa, visando o "melhor" o grupo.

"Eu posso tanto ser [a titular], quanto abrir mão para que derrepende, [em um] consenso, que tem uma pessoa que vai agregar mais, por que não? Eu sou uma soldada do partido. É uma formação em conjunto, nós estamos conversando e vendo qual que é o melhor projeto para Mato Grosso", disse ela.

Márcia ainda se posicionou sobre o ultimato dado pelo prefeito Emanuel Pinheiro (MDB) a Neri na última sexta-feira (8).

"O Emanuel com toda razão teria que ficar irritado, como eu fiquei, como muita gente ficou, esse jogo, esse troca-troca não é com a gente não. [...] A gente não quer brincadeira, o nosso projeto é sério, independente se eu for cabeça de chapa, seu eu não for, se for 1ª suplente, se for para somar com Mato Grosso. Acredito que isso tenha sido superado, porque o Emanuel chamou a atenção. 'Peraí, usar não. Vocês querem ficar para lá? Sem problemas. Vocês que vieram nos procurar'", disse ela.

 

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