Candidata quer retorno de livros didáticos na educação estadual: “As escolas estão sendo robotizadas”

 

A candidata ao Governo do Estado, Marcia Pinheiro (PV), pela coligação ‘Para Cuidar das Pessoas’ - Federação Brasil de Esperança formada pelo PV, PT, PC do B, PSD, PP e Solidariedade, propõe retornar com a distribuição de livros didáticos em Mato Grosso, que foram substituídos por apostilas pelo atual gestor do Estado.

“As nossas escolas estão sendo robotizadas, apenas tendo que cumprir ordens. Os diretores e professores não tem mais autonomia de realizar quaisquer planejamentos didáticos para os alunos, hoje tudo vem pronto. O atual governador tirou os livros do estado, que eram adquiridos pelo MEC (Ministério da Educação), que eram escolhidos pelas escolas, livros de qualidade. Os deixou na gaveta para substituir por apostilas caríssimas”, criticou.

Em 2021, o Ministério Público Estadual (MPE) instaurou inquérito civil para apurar denúncias de irregularidades relacionadas ao processo licitatório da Secretaria Estadual de Educação (Seduc) para compra de apostilas supostamente desnecessárias por R$ 77 milhões  para alunos da rede estadual de ensino.

O Sintep-MT (Sindicato dos Trabalhadores no Ensino Público de Mato Grosso), por sua vez, afirma que as apostilas são cópias dos livros distribuídos gratuitamente pelo MEC.

“Isso que esse Governo fez com as nossas escolas é uma vergonha, gastar milhões nesse tipo de ação e não pagar o RGA? não garantir a carreira dos profissionais? não dá nenhum incentivo profissional para aqueles que se dedicam no dia a dia em fazer uma educação de qualidade no Estado. Estamos vivendo um verdadeiro retrocesso. A educação de Mato Grosso já foi referência no País, hoje vive o pior retrocesso de sua história”, criticou.

Na última semana, Marcia assinou a carta-compromisso com os profissionais da Educação, contendo as principais demandas das escolas públicas e propostas da categoria. Ela foi elogiada pelo presidente do Sintep, Valdeir Pereira, por ser a única candidata em 18 anos que se propôs a firmar compromisso com os profissionais.

“Esse compromisso que nós apresentamos nessa carta é para que seja a nova ação a ser seguida partir do ano que vem pelo estado de Mato Grosso. A grande maioria dos mato-grossenses e seus trabalhadores precisam e necessitam de escolas públicas, e eu digo isso, como profissional da educação, como pai que sempre acreditou que sempre acreditou nos filhos dentro da escola pública”, disse.

 

FOTO: ASSESSORIA