Fraude em licitação do transporte intermunicipal torna Dilmar e Satélite réus

 

Os dois alvos da "Operação Rota Final", deputado estadual Dilmar Dal Bosco (União Brasil), e o suplente de deputado estadual, Pedro Inácio Wiegert, o "Pedro Satélite, se tornaram réus, após decisão da Turma de Câmaras Reunidas do Tribunal de Justiça de Mato Grosso.

Eles respondem pelos crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro. A sessão, sob relatoria do desembargador Marcos Machado ocorreu nesta quinta-feira (17).

“Recebe-se a denúncia em face de Dilmar Dal Bosco e Pedro Satélite pelo cometimento em tese de corrupção passiva majorada e lavagem de dinheiro majorada”, destacou o Machado, que teve o voto acompanhado pelos desembargadores Pedro Sakamoto, Orlando Perri, Paulo da Cunha, Juvenal Pereira, Rui Ramos e Luiz Ferreira da Silva.

A operação investigou uma organização envolvida em crimes de corrupção, lavagem de dinheiro e fraude a licitação do setor transporte promovida pela Secretaria de Infraestrutura do Estado de Mato Grosso e Agência Estadual de Regulação dos Serviços Públicos Delegados (AGER-MT). Segundo o Ministério Público Estadual (MPMT),  empresários e políticos atuaram para embargar a licitação do transporte intermunicipal. O grupo também impediu a concorrência pública da licitação, com objetivo de manter um monopólio privado.

O MP apontou que Dilmar Dal Bosco e Pedro Satélite receberam propina de até R$ 4 milhões dos empresários do ramo do transporte rodoviário para prejudicar a licitação do transporte intermunicipal e para isso se utilizavam dos cargos públicos.

“A manobra aqui é tão vergonhosa aos olhos do cidadão, que ao invés de agirem como exercício do mandato, não. Criaram uma comissão como se fosse legítima para analisar o melhor modelo, as melhores cláusulas para serem usadas com objetivo, em tese, de obstar, de protelar o procedimento conforme se depreende em vários elementos constantes na investigação”, disse Marcos Machado.

 

FOTO: ALMT