Flávio Dino diz que agro do Centro-Oeste e do Sul financiou atos radicais

Investigações sobre os atos terroristas em Brasília, no domingo (8), chegaram a empresários ligados aos CACs, ao agronegócio e ao comércio das regiões Sul e Centro-Oeste. A informação foi repassada na tarde de ontem, pelo ministro da Justiça, Flávio Dino.

 Segundo o ministro, essas pessoas financiaram os atos golpistas a partir do aluguel de ônibus que levaram bolsonaristas radicais a Brasília — as caravanas ofereciam viagens gratuitas ao DF nas redes sociais.

"Nós temos uma investigação em curso, que vai ter vários desdobramentos. Nestes investimentos, já foram identificados os primeiros financiadores, sobretudo, aqueles relativos aos ônibus, aqueles que organizaram o transporte, que contrataram os ônibus. Estas pessoas estão todas identificadas", disse o ministro..

Sem revelar a identidade dos empresários identificados, Dino apontou a origem e os ramos de atuação:

- Os financiadores são de estados do Sul e Centro-Oeste, regiões em que Bolsonaro venceu Lula.

- Eles são empresários do comércio local, agronegócio e CACs (colecionadores de armas, atiradores desportivos e caçadores) --que também compõem a base de apoio do ex-presidente

Segundo Dino, os próximos passos da investigação são:

- Indenização pelos danos

- Abrir ação penal

- Apontar outros financiadores

Cerca de 1.500 pessoas já se encontram detidas em Brasília —elas estavam nas invasões às sedes dos três Poderes e no acampamento golpista em frente ao Quartel-General do Exército, na Capital Federal.

 

FOTO: AGÊNCIA BRASIL