Jornal The Washington Post sugere que general cuiabano teria impedido a prisão de manifestantes em Brasília

Na última sexta-feira(13), o jornal americano The Washington Post publicou uma reportagem sugerindo que o novo comandante do Exército brasileiro, o general cuiabano Júlio César Arruda teria supostamente proibido o impedido o ministro da Justiça, Flávio Dino, de prender os manifestantes bolsonaristas instalados no QG (Quartel-General) em Brasília no dia que aconteceu a invasão nos  Três Poderes.

A reportagem teria entrevistado 20 pessoas entre funcionários do governo Lula (PT), do Judiciário e organizadores dos protestos.

Segundo o jornal,  o comandante sênior do Exército, general Júlio César, teria disparado ao ministro Flávio Dino: “você não vai prender gente aqui!”.

“Esse ato de proteção, que funcionários do governo Lula dizem ter dado a centenas de insurgentes tempo para escapar da prisão, é uma das várias indicações de um padrão preocupante que as autoridades estão investigando agora como prova de suposto conluio entre militares e policiais e os milhares de manifestantes que invadiram as instituições” diz trecho da reportagem

A matéria fala de uma investigação que envolve uma figura-chave do governo de Jair Bolsonaro (PL), o ex-ministro da Justiça Anderson Torres, preso no final de semana em Brasília. Após o motim, as autoridades encontraram um projeto de decreto na casa de Torres, declarando “estado de defesa” para anular a Justiça Eleitoral do Brasil e a vitória eleitoral de Lula. Os investigadores dizem acreditar que foi escrito entre 13 e 31 de dezembro, quando Bolsonaro ainda era presidente.

“Bolsonaro passou anos semeando dúvidas no sistema eleitoral do Brasil, chamando Lula de ladrão e alimentando a crença de seus apoiadores de que, se seu oponente vencesse, só poderia ser por meio de fraude. A vitória de Lula foi confirmada pela Justiça Eleitoral do Brasil, dos Estados Unidos e de outros governos ao redor do mundo. Bolsonaro autorizou seu chefe de gabinete a liderar uma transição, mas nunca cedeu”, destaca trecho da reportagem.

*Com The Washington Post 

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