Deputados não aprovam pedido de Barranco para afastar servidores de MT envolvidos na invasão dos 3 Poderes
O deputado Valdir Barranco(PT) não conseguiu convencer os colegas a votarem pelo afastamento de servidores envolvidos no ato de invasão dos 3 Poderes em Brasília no dia 8 de janeiro. “Há uma completa falta de leita, o requerimento pede aquilo que já é da natureza de quem passou pelo dia 8 de janeiro e está sendo considerado pelo Supremo como atos terroristas. (...). Não dá para admitir que uma professora do ensino infantil, estou citando um caso, volte para sala de aula na condição de quem praticou atos terroristas, atos antidemocráticos contra a Constituição de 88. Não venham aqui dizer que aconteceu no dia 8 de janeiro é normal e não é crime contra a Constituição”, exaltou o deputado.
Por 11 votos contrários, os deputados rejeitaram, na sessão ordinária desta quarta-feira (08.02) da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), o pedido de abertura de Processo Administrativo Disciplinar (PAD) contra todos os servidores do Estado e o afastamento imediato dos servidores até a conclusão das investigações.
Os argumentos do deputado Gilberto Cattani (PL) foi de que são pessoas de bem e tem “consciência patriota, familiar ou de cristianismo” para não aprovar o requerimento que poderia levar a demissão dos servidores públicos estaduais acusados de terroristas.
“Aonde um mato-grossense está, segundo esse requerimento, chamado de terrorista. Um absurdo! As pessoas que se manifestaram, se manifestaram de forma pacífica e ordeira em sua maioria. Alguns meliantes, participaram de atos de vandalismo, é o máximo que pode ser classificado, existe uma legislação para isso e cada um pode ser responsabilizado por aquilo que fez”, destacou o deputado.
Cattani teve ainda apoio dos deputados, Elizeu Nascimento (PL), Claudio Ferreira (PTB) e Diego Guimarães (Republicanos).
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