Vereadores reprovam comissão processante contra Emanuel Pinheiro

 

Com nove votos a favor e 14 contrários, os vereadores da Câmara Municipal de Cuiabá reprovaram o pedido de autoria do vereador Dilemário Alencar (Podemos) para instaurar uma comissão processante para promover investigação e possível cassação do mandato do prefeito Emanuel Pinheiro (MDB). A votação foi na sessão ordinária desta quinta-feira (09.02).

Conforme o regimento interno da Câmara, o presidente não vota e apenas o vereador Cesinha Nascimento estava ausente. “Ele (Emanuel Pinheiro) está atuando dentro daquele sétimo andar por uma liminar. Não dá pra acreditar o que estamos vendo dentro deste plenário. Nós, como Casa de Leis, devemos pedir uma auditoria das contas da Prefeitura de Cuiabá”, afirmou o vereador Luiz Fernando, que votou pela abertura da comissão.

O vereador Eduardo Magalhães, que também votou pela abertura da comissão, defendeu que seja criada uma CPI para investigar os contratos do Hospital Municipal de Cuiabá. “Fazer uma verdadeira auditoria nas contas da saúde de Cuiabá”.

Dilemário Alencar justificou o pedido com base em novas provas de malversação de recursos públicos que vieram à tona através do Ministério Público do Estado (MPE) e do ex-interventor da Secretaria Municipal de Saúde.

A votação foi nominal, sendo ‘sim’ pela abertura da comissão processante e ‘não’ contra a investigação, que tinha como alvo o prefeito de Cuiabá.

Votos pela abertura da comissão:

Demilson Nogueira – sim

Renato Mota – sim

Luiz Fernando – sim

Edna Sampaio – sim

Eduardo Magalhães – sim

Felipe Corrêa – sim

Maysa Leão – sim

Michelly Alencar – sim

Sargento Joelson – sim

Votos contra a comissão:

Rodrigo Arruda e Sá – não

Adevair Cabral – não

Wilson Kero Kero – não

Sargento Vidal – não

Didimo Vovô – não

Kassio Coelho – não

Lilo Pinheiro – não

Luiz Claudio – não

Marcus Brito – não

Pastor Jeferson – não

Paulo Henrique – não

Professor Mário Nadaf – não

Renivaldo Nascimento – não

Rogério Varanda – não

Pedido da Comissão

Em documento com mais de 1.500 páginas, Dilemário citou que é preciso a Câmara Municipal investigar a denúncia de que existe um rombo de aproximadamente R$ 390 milhões de reais na saúde de Cuiabá, sendo R$ 229,4 milhões na Secretaria Municipal de Saúde, e R$ 160 milhões de reais na Empresa de Cuiabana de Saúde Pública. Citou também os quatro milhões de comprimidos vencidos encontrados no Centro de Distribuição de Medicamentos e Insumos de Cuiabá – CDMIC pelo Conselho Regional de Farmácia do Estado do Estado de Mato Grosso.

 

FOTO: CÂMARA DE CUIABÁ