Valor médio do Bolsa Família em Mato Grosso é recorde: R$ 727,41

 

Em junho, o Bolsa Família no Mato Grosso quebra duas marcas históricas no programa de transferência de renda do Governo Federal. Os 141 municípios recebem um repasse de R 188,6 milhões para o pagamento a 259 mil famílias, R 8 milhões a mais em relação a maio. Em média, cada família receberá R 727,41, um novo recorde (eram R 699 em maio). O início do pagamento dos benefícios será nesta segunda-feira (19/6).

A novidade no mês, que justifica o aumento dos recursos, é a entrada em vigor do Benefício Variável Familiar. Ele garante um adicional de R 50 a gestantes e a crianças e adolescentes de 7 a 18 na composição familiar. No Mato Grosso, são 15,6 mil gestantes, 190,7 mil crianças de 7 a 11 anos e 33 mil adolescentes (12 a 17 anos), o que representa um investimento adicional de R 11,2 milhões.

O Bolsa Família garante o mínimo mensal de R 600 a cada família. Desde março, o programa também assegura um adicional de R 150 a cada criança de zero a seis anos na composição familiar. Em junho, são 157 mil crianças nessa faixa etária no estado, e um aporte de R 22,4 milhões.

A capital Cuiabá reúne o maior número de beneficiários do Bolsa Família no estado. São 43,8 mil, a partir de um investimento de R 31,6 milhões. Na sequência aparecem Várzea Grande (32,3 mil famílias), Rondonópolis (15,5 mil), Cáceres (10 mil) e Barra do Garças (6,9 mil). As três cidades que registram maior valor médio no estado são Campinápolis, R 1.001,48, Gaúcha do Norte (R 858,61) e Nova Nazaré (R 830,79). O valor médio de benefício em Campinápolis é o segundo mais alto do país.

NACIONAL – Em todo o país, o Bolsa Família atinge em junho dois patamares inéditos: pela primeira vez o valor médio do benefício supera a casa dos R 700 e chega a R 705,40. O repasse de quase R 15 bilhões do Governo Federal é o maior já realizado. O total de famílias manteve-se no patamar de maio: 21,2 milhões. O número de pessoas contempladas chega a 54,6 milhões.

O Benefício Variável Familiar, que assegura o adicional de R 50 a dependentes de sete a 18 anos e a gestantes, chega a 15,7 milhões de contemplados em junho, a partir de um investimento de R 766 milhões. Nesse universo estão 943 mil gestantes (investimento de R 46 milhões) e 14,8 milhões de crianças e adolescentes (R 720 milhões).

Ao Benefício Variável Familiar soma-se o Benefício Primeira Infância, que desde março já garante um adicional de R 150 a cada criança de zero a seis anos na família. São 9,12 milhões de crianças nessa faixa etária em junho, que demandam um investimento de R 1,3 bilhão.

REGIÕES – O Nordeste concentra o maior número de beneficiários. Em junho, mais de 9,74 milhões de famílias da região recebem o auxílio no valor médio de R 696,76. O investimento federal para os nove estados supera R 6,79 bilhões. Os recursos chegam aos 1.794 municípios.

Em seguida aparece o Sudeste, com 6,32 milhões de famílias contempladas em seus 1.668 municípios dos quatro estados. Serão transferidos R 4,42 bilhões, que asseguram um valor médio de R 700,26.

O Norte reúne 2,58 milhões de famílias no programa. Elas recebem um benefício médio de R 740,37 (o maior do país), distribuído em todos os 450 municípios dos sete estados, com um aporte de R 1,9 bilhão. O Sul soma 1,42 milhão de famílias beneficiárias. Os recursos, de R 1,01 bilhão, chegam aos 1.191 municípios e asseguram um valor médio de R 711,28.

Já a Região Centro-Oeste tem 1,13 milhão de famílias contempladas, resultado de um investimento federal de R 814,92 milhões. O benefício médio a ser pago em todos os 466 municípios dos quatro estados, além do Distrito Federal, é de R 721,16.

 

 

FOTO: GOVERNO FEDERAL