Progresso social de MT está abaixo da média nacional

 

 

Todos os nove estados que compõem a Amazônia têm Índice de Progresso Social (IPS) piores que a média do Brasil, que é de 67,94. Em 2023, mesmo aqueles com maior dinamismo econômico, como é o caso de Mato Grosso, apresentam nota inferior à média nacional.

No Estado, a média é de 57,38. Os piores IPS estaduais são verificados em Roraima (53,19), Acre (52,99) e Pará (52,68).

É o que mostra uma pesquisa divulgada pelo Instituto do Homem e Meio Ambiente da Amazônia (Imazon), divulgada no fim da semana passada. Segundo o estudo, se a Amazônia, onde residem 28 milhões de pessoas, fosse um país, ela teria o IPS equivalente ao da nação africana de Malawi.

O resultado do IPS Amazônia 2023 é de 54,32. Além de Mato Grosso, Rondônia (56,71), Amapá (55,58) e Amazonas (55,06) são os estados com os índices ligeiramente acima do IPS Amazônia 2023 (54,32), enquanto os demais estados obtiveram notas inferiores às da Amazônia.

Na região, a violência e o desmatamento emperram o progresso social e deixam os mais jovens vulneráveis ao recrutamento pelo crime organizado.

Conforme o Imazon, dados referentes a 2022 do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) revelam que a Amazônia já perdeu cerca de 21% da sua floresta (838.849,25 km²).

Somente entre 2020 e 2022, a região perdeu 35.611,17 km² de floresta por desmatamento. Além disso, os 20 municípios com maior desmatamento recente representam mais de 50% da área desmatada no período.

A grande maioria desses municípios tem um IPS Amazônia muito baixo, sendo alguns estão fortemente associados ao desmatamento, degradação florestal e conflitos sociais.

Na lista, aparecem Colniza, com IPS de 52,25, e Aripuanã, com IPS 57,06.

Os primeiros no ranking negativo são Altamira (PA), com 51,28, e Apuí (AM), com 49,49.

Entre as dez cidades com os melhores resultados, a liderança ficou com Palmas (TO) – com IPS Amazônia igual a 72,98 – e Cuiabá, com nota igual a 72,07.

Neste grupo estão outros seis municípios de Mato Grosso, sendo eles Primavera do Leste (67,89), Rondonópolis (67,30), Lucas do Rio Verde (67,24), Sapezal (67,12), Tangará da Serra (66,09), Campo Novo do Parecis (65,09); um do Amazonas e um de Roraima.

“O IPS é um pouco melhor nas capitais e em alguns territórios com mais de 200 mil habitantes. Por outro lado, em geral, os municípios com altas taxas de desmatamento apresentam notas muito baixas. Isso mostra mais uma vez que a expansão da derrubada não gerou desenvolvimento na Amazônia. Pelo contrário, deixou os 27 milhões de habitantes da região sob condições sociais precárias”, destaca Beto Veríssimo, cofundador do Imazon e coordenador da pesquisa.

O IPS Amazônia 2023 reúne um conjunto de 47 indicadores de qualidade de vida de áreas como saúde, educação, segurança e moradia.

A taxa leva em consideração o desenvolvimento social de determinadas áreas com o intuito de alcançar as necessidades humanas básicas de seus cidadãos. O índice varia de zero (pior) a 100 (melhor).

FOTO: AGENCIA BRASIL



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