Max Russi alerta que Comissão de Ética deve e está respeitando prazos
O deputado estadual Max Russi (PSB), relator da Comissão de Ética da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), disse em uma entrevista a jornalistas nesta quarta-feira (23), “ que Cattani ainda está dentro do prazo emitido pela C.E para apresentar sua defesa, mas que em seu entendimento pessoal, a cassação do deputado poderia ser considerado uma corrupção e um ataque a democracia, já que foi eleito por 40 mil eleitos”. O deputado Gilberto Cattani (PL) é investigado pela Comissão por suposta quebra de decoro parlamentar, após comparar mulheres a vacas no mês de maio.
“São cinco sessões, duas semanas passada, duas ou três hoje (23). Se ele não se apresentar em cinco sessões, apresentarei meu voto e sem possibilidade de defesa dele. Não existe consenso apenas entendimentos. Eu particularmente, sem emitir voto, defendo que se cassar um parlamentar eleito pelo povo é muito forte, é algo grave. É renegar uma escolha feita por uma parcela da população”, disse Max.
Sobre um possível afastamento planejado pelos membros da comissão como punição, Max afirmou que está sendo feito o melhor trabalho possível sem intervenção pessoal e prevalecendo a imparcialidade.
“Existe na Casa, parlamentares com divergências e brigas pessoais. A Comissão de Ética tem que ser imparcial, fazer o trabalho da melhor maneira possível e conduzirei dessa forma”, finalizou o deputado.
O caso Cattani “circula” dentro da Comissão de Ética desde junho, bem antes do início do recesso parlamentar. O processo, que pode resultar na suspensão temporária do mandado de Cattani, ficou paralisado em razão da discussão e votação de caráter “urgente, urgentíssima” dos projetos da Lei do Transporte Zero e da Lei de Diretrizes Orçamentárias de 2024.
Além disso, o corregedor da Comissão, o deputado estadual Max Russi (PSB), deu um prazo para que o parlamentar apresentasse sua defesa. Com isso, acabou entrando de recesso e pausando o processo.
FOTO: ALMT